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Anísio Teixeira: A História da Educação no Brasil

Autor: Rachel Moraes Castro
Data: 06/04/2009

Resumo

A pesquisa realizada teve como primeira intenção, conhecer Anísio Teixeira e sua trajetória dentro da História da Educação no Brasil. A segunda intenção foi perceber se suas ideias do início do século XX continuam bem vivas e atuais. A terceira intenção foi constatar por que se deve estudar sua trajetória dentro da educação. E como quarta intenção, afirmar que seu estudo deve fazer parte da formação acadêmica dos alunos dos cursos de licenciatura. As ideias de Anísio Teixeira permanecem originais para a atualidade, podendo ser discutidas em qualquer esfera, tanto administrativas quanto educacionais. Tendo plena consciência de que ao explorar um dos principais brasileiros e conhecer sua luta pela escola primária, pela formação dos professores e pela gratuidade com qualidade, fará com que cada novo egresso da academia perceba que nela, apenas recebemos o mínimo necessário para começarmos nossa jornada na formação dos novos governantes deste imenso país. O trágico desaparecimento precoce de Anísio Teixeira, ocorrido no ano de 1971, calou uma das mentes brasileiras mais privilegiadas dos últimos séculos.

Palavras-chave: História da Educação, Anísio Teixeira, Educação, Brasil
Área do Conhecimento: Ciências Humanas

Introdução

A forma como se origina e evolui o poder político tem implicações para a evolução da educação escolar, uma vez que esta se organiza e se desenvolve para atender aos interesses das camadas representadas na estrutura do poder, ou seja, como encontramos em Romanelli (1984, p.29) "quem legisla, sempre o faz segundo uma escala de valores próprios da camada a que pertence".

Descobrir Anísio Teixeira foi muito mais do que descobrir um idealista, um educador ou um filósofo... Foi descobrir um grande brasileiro.

Com este artigo, a autora tem a pretensão de dar a conhecer a trajetória deste cidadão dentro da educação brasileira, demonstrando que suas ideias são tão atuais para o século XXI como o foram nos meados do século passado. Constatará ainda que estas continuam sendo importantes, principalmente quando governos atuais as incorporam e as colocam em prática, mudando o cenário da educação brasileira.

Anísio Teixeira e a Educação Brasileira

A escola pública, gratuita, laica e aberta a todos os brasileiros, foi a grande luta de Anísio dentro de nosso cenário educacional. Ele entendia que a democratização do país se daria mais rapidamente através da escolarização da população, principalmente a de baixa renda, uma vez que seria a oportunidade de desenvolver os talentos e habilidades desses indivíduos. Definiu que "o novo homem, independente e responsável, é o que a escola progressiva deve preparar" (MONARCHA, 2001, p.11).

Anísio enfatizou que "a escola não pode ficar no seu estagnado destino de perpetuadora da vida social presente. Precisa transformar-se no instrumento consciente, inteligente do aperfeiçoamento social" (TEIXEIRA, 2000, p.113).

Autores educacionais como Ghiraldelli (2000) concordam hoje que um povo com pouca instrução é incapaz de perceber as diferenças e as oportunidades que passam por ele, que é mais fácil manipular e governar ignorantes que não conhecem seus direitos e, portanto, não brigam por eles. Anísio (1996), afirmava que  "a escola primária tem que ser a mais importante escola do Brasil, depois a escola média, depois a escola superior".
Ele teve participação pelos órgãos e pelos cargos que ocupou, mostrando o pensador, filósofo da educação, o executivo, o criador de procedimentos que aceleraram o desenvolvimento e a universalização da educação, principalmente, a educação básica. De inigualável inteligência e discernimento, Anísio conseguia pensar, ao mesmo tempo, nos fatos e problemas educacionais.

1. Universidade do Distrito Federal - UDF

Criada pelo decreto municipal n° 5.513/35, a Universidade do Distrito Federal - UDF era composta por cinco escolas: Ciências, Educação, Economia e Direito, Filosofia, e Instituto de Artes.

Seu principal objetivo era encorajar as pesquisas científicas, literárias e artísticas, além de "propagar as aquisições da ciência e das artes pelo ensino regular de suas escolas e pelos cursos de extensão popular". O que se pretendia era a produção de profissionais que formassem o quadro de intelectuais do país.

 No seu primeiro ano de funcionamento, a UDF inaugurou os primeiros cursos de formação de professores e de especialização em diversas disciplinas. Para seu corpo docente foi articulada a vinda de uma missão francesa, com professores de diferentes áreas do conhecimento. Embora despontasse como um centro de ensino inovador no Brasil na década de 1930, logo enfrentou dificuldades políticas provocadas pela revolta comunista de novembro de 1935. No fim deste mesmo ano, Anísio foi demitido junto com professores, abrindo-se uma crise no interior da universidade recém-criada.

Apesar das dificuldades, em 1937 a universidade formou sua primeira turma e pareceu que o projeto de Anísio poderia se consolidar. Mas logo percebeu-se que o projeto era contrário ao Ministério da Educação. Enfim, o Estado Novo a incorporou à Faculdade Nacional de Filosofia da Universidade do Brasil, criada em 1939, que deveria submeter-se ao estreito controle doutrinário da Igreja Católica.

2. Formação de Professores

Os Institutos de Educação foram criados, segundo Nunes (1998), para adequar as normalistas ao desenvolvimento das ciências da educação e para formar o educador profissional com competências específicas para atuar nas escolas públicas, consideradas por Anísio como o campo de atuação do professor para a aplicação das ciências.

 A transformação da Escola de Formação de Professores em Instituto de Educação, onde ocupava lugar de destaque na Universidade do Distrito Federal - UDF tinha como função formar a cultura pedagógica nacional.

Foi alçada como escola modelo e contava com um jardim de infância, escola primária, escola secundária e laboratório de pesquisas educacionais. Criou-se outras escolas experimentais, onde se abriu espaço para estudos da prática escolar ali desenvolvida.

 

3. Centro Educacional Carneiro Ribeiro

Também chamado de Escola Parque, tinha intenção de dar à população carente uma escola primária de qualidade, que tivesse todo o seu dia letivo completo - período integral. Anísio projetou a Escola Parque, que foi fundada em 21/09/1950, no bairro da Liberdade em Salvador/BA.

Com cinco anos de curso, o programa completo apresentava: leitura, aritmética e escrita, ciências físicas e sociais, artes industriais, desenho, música, dança e educação física. Além disso, a escola tinha objetivos de educar, formar hábitos, atitudes, cultivando as aspirações e preparando a criança para a sociedade - técnica e industrial. A escola promoveria a saúde e alimentaria as crianças, prevenindo qualquer grau de desnutrição e abandono, se houvesse.

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