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Em relação à pergunta número 3, Vocês entendem que com a utilização do lúdico como meio de aprendizagem, vocês poderiam ter uma melhoria na qualidade de suas aulas? Essas atividades poderiam ajudar no processo de formação dos futuros professores de Língua Inglesa?

Os relatos foram significativos, e as respostas foram as seguintes:

Não só com o lúdico, mas com qualquer metodologia, o professor só terá sucesso se ele tiver competência profissional, compromisso, dedicação e amor pelo ensino. O professor promove o ensino e o aluno aprende. Portanto o lúdico é fundamental no ensino aprendizagem da língua inglesa. (Professor 1)

Com certeza o lúdico contribui na formação do futuro professor de língua inglesa. Mas tendo em vista a qualidade e a aprendizagem, vai depender do profissional que estiver à frente, e este deve ter um perfil alegre, dinâmico e inteligente. (Professor 2)

Uma aula rica em estímulos, bem elaborada, proporciona experiências com mais qualidade para os alunos tendo o lúdico como ferramenta dentro da prática pedagógica do professor. Em relação à formação do professor, acredito que o lúdico faz parte da formação de qualquer ser humano que viva em sociedade. (Professor 3)

O lúdico interfere positivamente na motivação, no entendimento do conteúdo, no envolvimento e na retenção deste conteúdo. E melhoram não só a qualidade das aulas, como a qualidade de vida dos alunos. Para o futuro professor, o lúdico é muito importante dentro de todo processo. (Professor 4)

A contribuição é muito grande e fundamental, não só nas aulas de língua inglesa, mas na educação como um todo. É muito importante para o futuro professor, com certeza. (Professor 5)

Em primeiro lugar na motivação das aulas, e sua importância na prática; a assimilação do conteúdo é maior e ocorre mais facilmente a integração do grupo e desperta a criatividade. (Professor 6)


Observa-se nas falas dos entrevistados uma percepção do lúdico. Reconhecem seus benefícios na aprendizagem das crianças, mas não apresentam uma aplicabilidade concreta.

Relatam, porém, que após terem cursado na Universidade, perceberam de certa forma, o caráter epistemológico do lúdico e do afeto como metodologias em sala de aula, ou seja, admitem uma nova concepção do lúdico e o seu espaço.

Reconhecida sua importância biológica e psicológica, o lúdico deve ter sua finalidade e utilidade prática definida.

Em nenhum momento, é citado pelos professores, que em seus planos de trabalho há tempo para pesquisa, excursões, porém admitem, no discurso, sua importância.

Nas observações de aulas, embora tenha sido somente quatro aulas, nenhum dos professores usou de recursos lúdicos em suas aulas.

Observa-se nas falas uma mudança de concepção e disposição para mudança de atitude a partir do conhecimento teórico adquirido no seu processo de formação, porém, não se tem a garantia da associação teoria e prática na sala de aula.

Nas falas dos entrevistados, todos reconhecem os benefícios do lúdico para os alunos. Porém, se o lúdico tivesse seu espaço na sala de aula, teríamos uma possibilidade de não ter tantos problemas de indisciplina e evasão escolar na escola. O que se propõe é que o mesmo prazer que a criança tem ao sair para o recreio, ao ir às aulas de Educação Física ou na hora da saída, esse mesmo prazer esteja na sala de aula como um espaço de construção e dialogia.

5. CONSIDERAÇÕES FINAIS

Com essa pesquisa verificou-se a distância que existe entre o discurso e a prática concreta em sala de aula. Os professores admitiram uma mudança de atitude após terem tido o conhecimento teórico no processo de formação. E é importante que saibam que se não houver uma continuidade nos estudos, não haverá uma contínua construção do conhecimento.

Em nenhuma das respostas houve uma opinião negativa em relação ao Lúdico. No entanto não apresentam uma aplicabilidade concreta.

O papel do professor é de fundamental importância para a difusão e aplicação de recursos lúdicos.

Cury (2003) coloca a afetividade como fator primeiro a ser conquistado. Se as escolas estão vivendo um verdadeiro caos, atribua-se a isso a falta de amor, sensibilidade e empatia. Não basta deter-se, somente, em métodos de ensino respeitáveis, é preciso ir muito, além disso.

O professor ao se conscientizar das vantagens do lúdico, adequará a determinadas situações de ensino, utilizando-as de acordo com suas necessidades. E que entendam como Santos (2001) que:

"A educação pela via da ludicidade propõe-se a uma nova postura existencial, cujo paradigma é um novo sistema de aprender brincando inspirado numa concepção de educação para além da instrução". 

 6. REFERÊNCIAS

TEIXEIRA, Carlos E. J. A ludicidade na escola. São Paulo: Loyola, 1995.
JUY, A. F. Brincando Também se Aprende Português. 2004
TAPIA, J. A; FITA. E. C. A motivação em sala de aula: o que é como se faz. Ed. São Paulo: Loyola, 7a ed., 2006.
BORUCHOVITCH, E; BZUNECK, J. A. (orgs.). A motivação do aluno: contribuições da psicologia contemporânea. Petrópolis, RJ: Vozes, 3ª. Ed., 2001.
SNYDERS. A alegria na escola. São Paulo: Manole, 1988
ANDRÉ, M.E.D.A. Etnografia da prática escolar. São Paulo: Papirus, 1995.
NUNES, Ana R. S. Carolino de Abreu. O lúdico na Aquisição da Segunda Língua. In: www.língua estrangeira.pro.br/artigos. Acesso em: 25/11/2009.
DEWEY, J. Vida e Educação. São Paulo: Melhoramentos. 4ª. Ed.1954
REGO, T. C. Vygotsky: Uma perspectiva histórico-cultural da educação. 10. ed. Petrópolis: Vozes, 2000.
NUNAN, D.  Understanding Language Classrooms. Cambridge University Press, 1989.
JOHNSON, D. Approaches to Research in Second Language Learning. New York: Longman, 1992.
SOUZA,  Edison  Roberto.  O  lúdico  como  possibilidade  de  inclusão  no  ensino  fundamental. Revista Motrivivência. V. .8, n. 9, 1996.
BRASIL. Ministério da Educação e Secretaria de Educação Média e Tecnológica. Parâmetros curriculares nacionais, códigos e suas tecnologias. Língua estrangeira moderna. Brasília: MEC, 1999.
VYGOTSKY, L. S. A Formação Social da Mente. São Paulo: Martins Fontes, 2000.
FREIRE, Paulo. Pedagogia da Autonomia. Saberes Necessários à Prática Educativa. São Paulo: Paz e terra, 1996.
DÖRNYEI, Z. Conceptualizing motivation in second language learning. Language learning, 1990.


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