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O Conhecimento e Suas Complexidades na Visão do Mundo e da Educação

Autor: Maria de Fátima da Silva Biluca e Marla Edimara da S. Dantas
Data: 24/11/2010

O presente artigo tem como finalidade expor de forma ampla como o erro e a ilusão do conhecimento assim exposto por Edgar Morin no livro " Os setes saberes necessários  a educação do futuro" existe e pode ser focado dentro e  fora da ciência até mesmo, na educação como forma de causa e efeito na transmissão do conhecimento para as novas gerações, que assim pretende a escola formar para a vida  e para o mundo, através de uma qualificação voltada para os saberes complexos, organizados e entrelaçados de idéias sistematizadas que levem o individuo a conhecer a si, não como a si só no mundo mas como uma parte que constitui e vive nesse  mundo.

A educação através do ato de educar requer uma qualificação ampla de saberes tanto teóricos como metodológicos que  sistematizados em junção formam o estrutura base da transmissão do conhecimento. Durante anos a ciência negou a probabilidade do erro e da ilusão ficando viável a educação, ensinar que todo conhecimento existente está a mercê desses dois elementos que, dependendo ou não do embasamento cientifico ou de qualquer conceituação, determinada pela ideologia exposta está sujeita a esses ensejos que emergem como causa e efeito da suas exposições.

Segundo Morin (2000, pg. 20) "O conhecimento, sob forma de palavra, de idéia, de teoria, é o fruto de uma tradução/reconstrução por meio da linguagem e do pensamento e , por conseguinte, está sujeito ao erro".

Ao trabalhar em sala de aula o professor age como difusor do conhecimento explicitando sobre conteúdos determinados que em primeira visão, são uma porta aberta para as duvidas e questionamentos entre seus alunos. Essas mesclagens produzem uma ruptura ideológica que viabiliza o surgimento do erro como contradição do saber já determinado.

Para Morin (2000, pg.21) "... os paradigmas que controlam a ciência podem desenvolver ilusões, e nenhuma teoria cientifica está imune para sempre contra o erro".

A cegueira da busca cientifica em todas as áreas produziu no homem uma divisão de saberes restritos ficando viável a cada área só identificar e analisar em seus estudos aquela porção de que é parte de sua especialização empírica, ou seja por anos os conteúdos dados em sala de aula foram divididos e estudados individualmente sem relações viáveis com outras disciplinas ficando o aluno a mercê da ilusão e da contrariedade pertinente do erro como efeito dos paradigmas entregados nos sistemas educacionais vigentes sem demandas renovadoras, que levassem o conhecimento a uma visão ampla do mundo como um todo não como uma simples divisão desse todo.

A ciência em quanto ciência tem que desperta a curiosidade de todas as outras ciência, assim como, na conjuntura curricular de uma escola tem que haver a junção entre todas as disciplinas formalizando um contexto variado de saberes e não de dicotomias do conhecimento. Ao sistematizar nosso pensamento como agentes em constante processo de aprendizagem " nossa mente, inconscientemente, tende a selecionar as lembranças que nos convêm e a recalcar, ou mesmo apagar, aquelas desfavoráveis, e cada qual pode atribuir-se um papel vantajoso".( Morin 2000, pg. 22)

No processo de ensino-aprendizagem o que percebe-se mais são essas abordagens relativas que se ver e se estuda em sala de aula, primordialmente com crianças em estágios inicias de alfabetização, simultaneamente tomam por base essa perspectiva da mau formalização do currículo e na forma como as disciplinas são exposta muitas das vezes, camuflando as idéias das crianças levando-as a uma não significação e assimilação do que foi visto e explicitado em sala de aula, ou seja, não guardam em suas mentes as coisas desfavorecidas, mas sim só enfatizam as que mais chama a atenção.     

Quando se atribui um paradigma como definição de controle e ordem a uma determinada área de limitação cientifica ou não, nessa caso á escola vejamos a mesma como um aparelho ideológico e social de mistura de raças, crenças, etnias e culturas. Em primeiras mãos é formalizar um modelo que se centre no contexto de cada educando sem restringir-se a nenhum, trabalhando com o seu todo sem divisões e sem  exclusões vendo-os como igualitários e não como indivíduos que fujam de suas razões, racionalidades ou da racionalização e de tudo que entrelaça dentro do seu contexto e nas suas visões de mundo. Assim descreve Morin (2000, pg.23)

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