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Estágio em EJA: Algumas Reflexões

Autor: Daiane Carvalho dos Santos
Data: 05/05/2011

RESUMO

A educação de jovens e adultos como uma modalidade de ensino específica da educação básica que se propõe a desenvolver o conhecimento e a integrar a diversidade cultural dentro de um processo educacional aberto para atender a um público ao qual foi negado o direito a educação durante a infância e a adolescência. Esse tipo de ensino tem uma realidade diferente das demais modalidades. Nesse sentido, este artigo tem por objetivo refletir e demonstrar alguns pontos críticos e desafios analisados durante o estágio de observação do ensino EJA. O referido estágio foi desenvolvido em uma sala com alunos do oitavo ano na Escola Municipal Manoel Januário Carvalho na cidade de Palestina - AL. A proposta de estágio foi delineada a partir do conhecimento teórico adquirido em discussões em sala durante as aulas da disciplina Educação de Jovens e Adultos. O estágio contemplou várias etapas: fundamentação teórica, caracterização da escola, observação das aulas e regimento. Os acadêmicos realizaram entrevistas com os alunos e professores, fizeram uma análise do currículo EJA e buscaram identificar a concepção de educação empregada teoricamente e na prática no contexto escolar.

1. INTRODUÇÃO

A educação ergueu-se a principio como um produto para as classes dominantes, isolada do mundo, sem qualquer relação com o cotidiano, com um currículo limitado.  E só passou a abrangi a classe menos favorecida quando os dominantes perceberam a necessidade de aprimorar um pouco a classe trabalhadora, porém com o intuito de se obter através dessa instrução um rendimento muito maior. "Os 'ignorantes' deveriam socializar-se, isto é deveriam ser 'educados' para se tornar bons cidadãos e trabalhadores disciplinados" HARPER... et al (Org.) (2000).

Tempos mais tarde emerge de lacunas do sistema educacional do Brasil a modalidade de ensino chamada Educação de Jovens e Adultos, educação esta que travou (e continua travando) grandes batalhas para que muitos jovens e adultos tenham a oportunidade de voltar às escolas, retomando seu potencial e aplicando seus conhecimentos adquiridos ao longo da sua vida na prática escolar. Antes de iniciar este estudo é necessário conhecer um pouco da historia dessa modalidade de ensino.

1.1 Um Pouco Sobre EJA

A Educação de Jovens e Adultos surgiu com a educação Jesuítica no processo da colonização em 1549, sendo que estes catequizavam e instruíam adultos e adolescentes tanto nativos quanto colonizadores (CAFÉ, 1966). [...] Com a expulsão dos jesuítas e as reformas feitas Pelo Marquês de Pombal, não puseram fim à influência jesuítica no setor educacional, visto que os novos mestres-escola e os preceptores da aristocracia rural foram formados pelos jesuítas; e os mestres leigos das aulas e escolas régias se mostraram incapazes de incorporar a modernidade que norteava a iniciativa pombalina. O processo de substituição dos educadores jesuítas durou treze anos, período em que a uniformidade de sua ação pedagógica foi substituída pela diversidade das disciplinas isoladas. De algum modo, a saída dos jesuítas estabeleceu o ensino público no Brasil (SACRAMENTO, 2008).

Tanto no período jesuítico como no pombalino, a maioria da população não tem acesso à educação formal. O panorama educacional começou a mudar positivamente com a chegada da Corte Portuguesa, em 1808. [...] foram criados vários cursos, tanto profissionalizantes em nível médio como em nível superior, bem como militares. [...] O ensino no Império era privilégio da elite política. As chamadas "camadas inferiores da sociedade" continuavam alijadas do processo educacional formal. Por muitos séculos, o ensino no Brasil só se constitui objeto de atenção em seus decretos e leis (SACRAMENTO, 2008).

As mobilizações da sociedade em torno da alfabetização de adultos foram abundantes nas primeiras décadas do século XX, em grande parte, geradas pela vergonha dos intelectuais, com o censo de 1890, que constatou que 80% da população brasileira era analfabeta. Surgiram as "ligas", que se organizaram no interior, a exemplo da Liga Brasileira Contra o analfabetismo, em 1915, no Rio de Janeiro (Ibid).

Paschoal Leme fez a primeira tentativa oficial de organizar o ensino Supletivo nas décadas de 30 e 40, ao mesmo tempo em que surgiram experiências extra-oficiais na alfabetização de adultos, como o uso da Literatura de Cordel e a carta de ABC. Os movimentos de educação e cultura popular nas décadas de 50 e 60, em sua grande maioria foram inspirados em Paulo Freire, utilizando seu método, que propunha uma educação dialógica que valorizasse a cultura popular e a utilização de temas geradores. Esses movimentos procuravam a conscientização, participação e transformação social, por entenderem que o analfabetismo é gerado por uma sociedade injusta e não igualitária (Ibid).

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