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O Grafite como Recurso Didático e Tema Transversal de Ensino

Autor: Renata Carvalho do Silva e Mari Noeli Kiehl Iapechino
Data: 26/11/2010

I. Introdução

O grafite é uma escrita urbana que procura manifestar as opiniões e interesses dos grupos menos favorecidos da sociedade, e que, muitas vezes, é confundido com as pichações. O grafite, entretanto, ao contrário das pichações, não se ocupa apenas em    expressar opiniões e inquietações, mas vai além e busca a conscientização coletiva, o que contribui com soluções práticas para os problemas sociais [1]. Essas escritas são concebidas na pesquisa relatada como relevantes fontes documentais, representativas dos sentidos da cidade, de seus contextos histórico, social e cultural e do imaginário de seus sujeitos.

Considerados os sujeitos autores (grafiteiros) e receptores (comunidade escolar) dessas escritas inseridos nesses contextos, buscamos, na Análise (Crítica) do Discurso - A(C)D, juntamente com os conceitos freireanos de educação e de cultura, subsídios para a pesquisa, em que grafites de muros de escolas recifenses, escritas urbanas com teor didático que revelam traços sócio-histórico-culturais da identidade e da memória de um sujeito ou de seu grupo escolar e comunitário, são objetos de estudo. 
 
O objetivo deste trabalho foi o de analisar, sobretudo com o suporte teórico dos estudos sociais, pedagógicos e do discurso, as possibilidades de aplicação didática dos grafites em contextos educacionais do Grande Recife.
 

Material e métodos

A. Fundamentos teórico-metodológicos

No início do trabalho fizemos um levantamento bibliográfico relativo à Análise Crítica do Discurso, à identidade, às escritas urbanas e suas relações de sentido e pedagógicas. Segundo van Dijk [2], a Análise (Crítica) do Discurso ? A(C)D ? é um tipo de investigação analítica discursiva em que o abuso de poder, a desigualdade e a dominação são estudados na tentativa de entender as suas representações sociais.

B. Entrevistas junto aos alunos

Durante a pesquisa, foram realizadas entrevistas semiestruturadas em seis escolas da rede pública municipal de Recife e estadual de Pernambuco, no Grande  Recife, cujos muros expõem grafites. As  primeiras entrevistas foram realizadas (e gravadas) junto a seis alunos e alunas de cada escola, estudantes da quinta e oitava séries do Ensino Fundamental, com idades entre doze e quinze anos.

Os grafites dos muros das escolas foram fotografados, selecionados e impressos em forma de pôsteres para a pré-divulgação da pesquisa e para a leitura e compreensão dos alunos quanto a essas escritas durante as entrevistas, sendo cada imagem utilizada para a interrogação da segunda pergunta, considerando as interpretações pessoais de cada aluno entrevistado.

C. Entrevistas junto aos professores

Nessas mesmas escolas, também foram realizadas entrevistas semiestruturadas direcionadas junto aos professores de várias áreas do conhecimento com o intuito de verificar como esses professores percebem os grafites e de levantar a possibilidade de aplicação didática e transversal de ensino deles.

D. Entrevistas junto aos grafiteiros

Para a apreensão dos diferentes pontos de vista acerca dessas relações, realizamos entrevistas semiestruturadas junto a grafiteiros (sujeitos-autores) das comunidades e escolas públicas e membros do movimento hip-hop, visando à reflexão acerca do grafite em sociedade, em especial nos ambientes escolares, e das possibilidades de utilização didática dessas escritas.

E. Projeto de Intervenção

Diante do potencial discursivo e educativo do grafite, como reconhecemos essa finalidade e como, em nosso ponto de vista, os grafites podem despertar um olhar voltado ao contexto sócio-histórico-cultural de uma comunidade, mediante a análise de seus discursos, optamos por fazer uma abordagem sobre a existência de grafites em escolas públicas do grande Recife e de seu potencial didático, considerada sua aplicação como tema transversal em distintas áreas do conhecimento humano. Elaboramos, então, um projeto de intervenção didático-pedagógico com o objetivo de discutir as possibilidades de aplicação didática dos grafites em contextos educacionais comunitários do grande Recife.

Nas ações interventivas, as atividades desenvolvidas foram as seguintes: acompanhamento de grafiteiros do Movimento Cultural Cores do Amanhã e de professores da educação básica; palestra dialogada junto a professores da Escola Municipal Nadir Colaço; mutirão e oficina de grafite nas escolas Municipal Nadir Colaço (bairro da Macaxeira/Recife) e Municipal Maria da Paz (bairro do Totó/Recife).

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