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Conceitos Matemáticos Inseridos na Educação da Primeira Infância: Diagonais que Perpassam o Desenvolvimento dos Pequenos Estudantes

Autor: Jónata Ferreira de Moura
Data: 03/07/2009

RESUMO

No presente artigo discorremos sobre os campos matemáticos que devem ser ensinados na educação da primeira infância, assim como os conceitos básicos, os físico-matemáticos e ainda os processos mentais básicos para a aprendizagem da matemática. Através de pesquisa de revisão literária, com enfoque dialético e abordagem qualitativa, defendemos o ensino da matemática como um meio e não um fim em si mesmo. Buscamos ainda, expor neste trabalho as várias possibilidades que o ensino da matemática na educação da primeira infância pode favorecer aos pequenos aprendentes, desde o seu desenvolvimento psicomotor até sócio-cultural, em especial nas primeiras compreensões acerca da necessidade de lutar por uma sociedade onde os dominados dominem os conhecimentos dos dominantes.

Palavras-Chaves: Campos Matemáticos; Conceitos Básicos, Conceitos Físico-matemáticos; Processos Mentais Básicos; Primeira Infância. 

INTRODUÇÃO

Sendo a palavra matemática de origem grega, ela é a união entre máthema que significa "estudo", "conhecimento", "ciência" e deriva de manthánõ, que significa "aprender", "estudar"; adicionada a thica que significa "vida". Então podemos concluir que em sua origem a matemática é o estudo ou o conhecimento da vida. Através desse prisma discorreremos acerca dos conceitos matemáticos que estão inseridos na educação dos pequenos aprendentes.

Encontraremos neste ensaio os campos matemáticos que, internacionalmente, alicerçam a aprendizagem da matemática. Estes campos são: numérico, espacial e o campo das medidas. Ambos não devem ser ensinados isoladamente, mas com um olhar plural (PEREIRA, 2007), compreendendo que eles devem servir como caminha e não como fim em si mesmo.

Mais adiante, verificamos os noções básicas e os conceitos físico-matemáticos que ajudarão à criança a apropriar-se, tanto dos campos matemáticos como dos demais conhecimentos que lhe ajudará no seu desenvolvimento integral. 

E por fim, analisaremos os processos mentais básicos para a aprendizagem da matemática; procedimentos que não estão isolados, nem tampouco pertencem a um círculo que tem começo e fim; eles transcorrem todas as áreas do conhecimento que estão inseridas na educação da primeira infância.

O Fazer Pedagógico e os Conceitos Matemáticos na Educação da Primeira Infância

Durante o ano de 2005 realizamos a construção do trabalho de conclusão de curso de Ciências com Habilitação em Matemática pela Universidade Estadual do Maranhão (CESI/ UEMA), defendida em 2006, e durante a pesquisa nos deparamos com valiosas informações edificadas pelas crianças do então terceiro período da educação infantil que participaram da mesma. Dos mais de 120 trabalhos realizados pelos pequenos selecionamos 32 para análises de discussão. Abaixo, retomamos duas dessas atividades para exemplificar a importância que os conceitos matemáticos possuem na educação dos estudantes da primeira infância e que fazem parte do estudo da vida.        

A pesquisa nos revelou que, quando solicitado à criança que registrasse a quantidade de elementos de cada conjunto e pintasse a tarjeta que indicava que essa quantificação é par ou ímpar, ele mostrou à sua maneira como diferencia quantidades pares de quantidades ímpares. Para conseguir tal feito, ele agrupou, em cada conjunto, os elementos de dois em dois e assim pôde afirmar que os conjuntos possuem quantidades pares quando todos os elementos estiverem juntos, formando duplas; já nos conjuntos que depois do agrupamento ainda restava algum elemento sozinho o estudante pôde dizer que aquele conjunto possui quantidade ímpar, já que havia alguém sem seu par (MOURA, 2006).

Observando com maior atenção podemos verificar que não apenas o entendimento sobre quantidades pares ou ímpares era o foco da atividade proposta, mas também havia o desafio lançado aos pequenos acerca da noção sobre conjunto e seus elementos e o registro das quantidades: o aprendente quantificava os conjuntos e registrava tal quantidade através de um símbolo matemático, assim pode-se saber se o estudante sabe quantificar (noção de número) e se sabe registrá-la (noção de algarismo/ numeral). Outro elemento importante nesta atividade é o subconjunto que o próprio aprendente constrói quando separa os elementos de cada conjunto em pares, fazendo assim conjuntos menores contidos em um conjunto maior, estendendo para a compreensão de dentro e fora do subconjunto: os subconjuntos que contém dois elementos são chamados de subconjuntos pares, já os que não se encaixam nesta classificação são ímpares, podendo assim ampliar para o conjunto maior, classificando-o em par ou ímpar.

Ainda temos a compreensão sobre o termo par no sentido humano: par de namorados, par de familiares, de amigos; estar em união; no outro extremo seria ficar sozinho, isolado, todos têm seus pares menos eu ou tal pessoa. E ainda discorrer sobre os conjuntos apresentados: conjunto de peixes, falando de sua importância como alimento, da preservação do meio ambiente, da escassez de peixe que existe em nossa região, dos peixes provindos de criatórios; conjunto de ovos, discorrendo das proteínas que eles possuem, da origem: de galinha? pata? avestruz?; conjunto de doces, lançando indagações: quem produz os doces? Onde compramos doces? Quais os tipos? Quanto custa?; e por último o conjunto de abelhas, procurando alertar os estudantes acerca dos males que estamos proporcionando ao meio ambiente destruindo a flora e a fauna, a produção das abelhas e a importância desse produto para nossa saúde, a organização social das abelhas. Temas que saltam a nossos olhos e não podem ser desprezados pelos educadores, pois as discussões, as conjecturas devem ser alimentadas para que os estudantes pensem cada vez mais.

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