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Projetar significa lançar-se para frente, antever um futuro diferente do tempo presente. Projeto pressupõe uma ação intencionada com um sentido definido, explícito, sobre o que se quer inovar. Nessa linha de pensamento, Gadotti (2000, p. 38) reforça ainda:

Todo projeto supõe rupturas com o presente e promessas para o futuro. Projetar significa tentar quebrar um estado  confortável para arriscar-se atravessar um período de instabilidade e buscar uma nova estabilidade em função da promessa que cada projeto contém de estado melhor do que o presente. Um projeto educativo pode ser tomado como promessa frente a determinadas rupturas. As promessas tornam visíveis, comprometendo seus atores e autores.

Marcondes (1994) afirma que a modernidade se caracteriza por uma ruptura com a tradição que leva à busca, no sujeito pensante, de um novo ponto de partida alternativo para a construção e a justificação do conhecimento.

Não se trata de um jogo de palavras, mas, de revisão de conteúdos e de significados.

Está em jogo a dinâmica e o binômio instituído-intituinte que Gadotti (2000, p.36) assim descreve: "O projeto necessita sempre rever o instituído para, a partir dele, instituir outra coisa: tornar-se instituinte."

Todo projeto pedagógico é político visto que, no dizer de Gadotti (2000), "não se constrói um projeto sem uma direção política, um norte, um rumo."

É também um processo democrático de decisões, na medida em que, no dizer de Veiga (1995), "preocupa-se em instaurar uma forma de organização do trabalho pedagógico que supere os conflitos, buscando eliminar as relações competitivas, corporativas e autoritárias, rompendo com a rotina do mando impessoal e racionalizado da burocracia que permeia as relações no interior da escola, diminuindo os efeitos fragmentários da divisão do trabalho que reforça as diferenças e hierarquiza os poderes de decisão."

Kops (2006) percebe o projeto político pedagógico como fator de construção coletiva do tecido social, ou seja, um instrumento social de alcance e conforto diferenciado, capaz de produzir coordenações consensuais de condutas, admitindo a educação como cadinho de preparação de um projeto comum.

Na ânsia da transformação, Maria (1996) reporta-se à ética pedagógica da libertação propondo que "a educação deve fazer uma opção clara em favor dos projetos históricos que defendam a vida, e que o ensinar-aprender não caminhe na ingenuidade da neutralidade, mas que seja crítico diante do sistema social-econômico estabelecido, e ajude o aluno a compreender as artimanhas dos discursos enganadores, que desejam somente manter o 'status quo'."

Resta, também o conselho de Maturana e Rezepka (2000) de não descuidar da tarefa educativa:

1) a formação humana - que possibilita o desenvolvimento da criança como pessoa capaz de ser co-criadora com outros de um espaço humano de convivência social desejável;

2) a capacitação - que permite a aquisição de habilidades e capacidades de ação no mundo no qual se vive, como recursos operacionais que a pessoa tem para realizar o que quiser viver.

O processo de construção do Projeto Político-Pedagógico

Trata-se de uma experiência de construção coletiva.

Existem os riscos pedagógicos do processo e mecanismos sutis capazes de tangenciar o desafio de uma construção coletiva, tais como:

1) recorrer aos "iluminados" para a construção e formatação do PPP enquanto paper ou documento oficial da escola;

2) valer-se de uma formato ou roteiro já pronto, e, como prova do cumprimento de tarefas burocráticas,  tentar cumprir os prazos e demandas dos instituidores;

3) clonar e "adaptar" projetos pedagógicos de outras instituições e de outras realidades;

4) livrar-se da pecha e das estatísticas capazes de denegrir a imagem de uma gestão ou de uma instituição, em decorrência da não formatação e ou viabilização do projeto;

5) optar por um agrupamento de planos de ensino e de atividades diversas.

Veiga (1995) reconhece a necessidade de autonomia da escola no processo de construção, porquanto está em jogo a capacidade de delinear sua própria identidade. Isto, no se dizer, significa resgatar a escola enquanto espaço público, lugar de debate, do diálogo, fundado na reflexão coletiva.

Quem são os protagonistas do processo de construção do PPP? Sem dúvida, a direção, os professores, funcionários, alunos e pais. Cabe a esses autores protagonizarem o processo de construção do PPP que, enfatiza-se e caracteriza-se, como uma macro ferramenta estratégica de gestão ad hoc, para isto, ou seja, para uma realidade típica, tópica, pontual. Trata-se de um processo de autoria coletiva da escola.

A capacidade de elaborar projeto pedagógico próprio, no dizer de Demo (1993), deveria ser uma meta de qualidade do professor como um dos protagonistas.

Não esquecendo que a escola persegue finalidades, e destacando as finalidades salientadas por Alves (1992, p.19, apud Veiga, 1995), vale citar: (1) finalidade legal; (2) finalidade cultural; (3) finalidade política e social; (4) finalidade de formação humanística; (5) finalidade de formação profissional.

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