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A Contribuição do Psicopedagogo Institucional para as Reuniões de Pais Promovidas pela Escola

Autor: Luzia Stecanela da Costa
Data: 04/08/2010

RESUMO


A intervenção psicopedagógica veio introduzir uma contribuição mais elaborada ao enfoque pedagógico das reuniões de pais. O processo de aprendizagem da criança é compreendido como um processo abrangente, implicando componentes de vários eixos de estruturação: afetivos, cognitivos, motores, sociais, políticos, etc. A causa do sucesso de aprendizagem, bem como de suas dificuldades, deixa de ser localizada somente no aluno e no professor e passa a ser vista como um processo maior com inúmeras variáveis que precisam ser apreendidas com bastante cuidado pelo psicopedagogo. Esse profissional deve ser flexível em sua maneira de lidar com os conflitos, utilizando-se do conhecimento de várias técnicas e métodos adequados, propondo que as decisões sejam tomadas em conjunto e a participação dos alunos é solicitada. O psicopedagogo observa e diagnostica o sistema escolar e, então, cria condições favoráveis para a resolução dos problemas que surgem, fazendo com que o ensinar e o aprender se tornem comprometidos. As reuniões de pais buscam a integração entre a escola e a família do aluno. Porém, muitas vezes os pais não comparecem ou participam sem desejo de aprofundamento sobre a vida escolar de seu filho. Isto se dá porque a escola, muitas vezes, transforma estes encontros em momentos burocráticos, sem agregar valores ao desenvolvimento do seu relacionamento com a família. O psicopedagogo institucional tem condições de dinamizar as reuniões de pais, tornando-as mais produtivas e eficazes. Em síntese, uma escola é funcional quando conta com aliança entre a comunidade, o corpo docente e o administrativo, os quais trabalham os seus conflitos através da colaboração e diálogo.


 I. INTRODUÇÃO


Este artigo foi desenvolvido e, é agora apresentado como Trabalho de Conclusão do Curso de Pós-graduação lato sensu em Psicopedagogia das Faculdades Integradas de Ciências Humanas, Saúde e Educação de Guarulhos.

Durante o seu desenvolvimento, emergiram algumas questões de estudo que nortearam toda a pesquisa bibliográfica, a saber: em que medida a família, a escola e o psicopedagogo podem contribuir para que os educandos superem suas dificuldades de aprendizagem escolar? Como levar a família a participar da vida escolar do seu filho? Qual a importância do psicopedagogo dentro das instituições de ensino durante a reunião de pais promovida pela escola?

Utilizando-se a perspectiva teórica de diversos autores, tais como Altuhur, Essle e Stoeber (2000), Beauclair (2004), Bollman (2000 -2001), Brasil (1996), Caetano (2002), Jardim (2006), Visca (2002), Winnicott (2005) e Paro (2000), este artigo pretende verificar que a relação entre pais, professores e escola é de extrema importância para o desenvolvimento do aluno, favorecendo o ensino através da superação ou minimização de quaisquer problemas que possam surgir. Neste sentido, as reuniões de pais e professores promovidas pelas instituições de ensino têm grande importância porque além de informar como está o andamento dos estudantes para seus responsáveis permite que seja um momento de interação entre pais e escola permitindo discutir problemas e encontrar soluções.

O Dia Nacional da Família na Escola foi criado em 2001, pelo Ministério da Educação para conscientizar pais, educadores e toda a sociedade sobre a importância da união entre a escola e a família na formação dos alunos. Inúmeros exemplos vivenciados mostram que a escola melhora quando a família está presente. Se a família se interessa pela escola, a criança se interessa mais pelos estudos. E melhora, desta forma, o relacionamento da família com a criança e vice-versa.

A instituição escolar é local de desenvolvimento do saber e não de retaliação do aluno e castração de anseios. Família e escola devem aliar-se no objetivo de formar um aluno capaz e "bem resolvido" afetivamente porque, é justamente neste fator, que estão as disposições em aprender e conhecer mais e mais, construindo e firmando o conhecimento em apoios realmente sólidos.

No contexto da educação, vem sendo discutida com maior ênfase, a necessidade de uma participação efetiva das famílias na instituição escolar. Tal preocupação pode ser visualizada nas propostas presentes na legislação educacional vigente.

No que se refere à legislação, o artigo 1° da LDB afirma que "a educação é dever da família e do Estado" (BRASIL, 1996). Se a família tem uma maior responsabilidade com a educação, é necessário que as instituições família e escola mantenham uma relação que possibilite a realização de uma educação de qualidade.

II.  A NECESSIDADE DE RELAÇÃO AFETIVA ENTRE ESCOLA E FAMÍLIA

A Psicopedagogia transformou-se em um campo de amplos conhecimentos, com o objetivo principal de analisar o processo de aprendizagem, sua evolução normal e patológica, bem como as interferências da família, escola e sociedade neste processo. As dificuldades de aprendizagem passaram a ser compreendidas de acordo com a interação de diversos fatores escolares e familiares. Nesse sentido, a Psicopedagogia colabora com a escola, haja vista que é no âmbito desta instituição que a aprendizagem socialmente reconhecida acontece. O psicopedagogo atua no cotidiano pedagógico, mas, agora, já não procura por causas e soluções em si mesma (BOLLMAN et al, 2001).

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