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Trabalho e Organização

Autor: Tatiana dos Reis Silveira
Data: 04/12/2009

Como não refletir sobre o significado do trabalho em nossas vidas? O trabalho tem um valor indiscutível na sociedade moderna. Nossa identidade profissional sobrepõe-se muitas vezes à pessoal. Identificamos-nos pelas nossas profissões e pelas organizações nas quais atuamos. Nossa vida organiza-se em torno do trabalho e todas as demais coisas que fazemos parecem a ele subordinadas. Estudos, viagens, número de filhos e compromissos financeiros são planejados e executados a partir da premissa trabalho. Isto sem contar que grande parte do nosso tempo diário é consumida no trabalho, em deslocamentos para o trabalho e em intervalos entre os períodos de trabalho.

O trabalho rege a vida da sociedade como um todo e dos indivíduos em particular. O mundo do trabalho é a realidade dos indivíduos, e regula suas vidas, de suas famílias, das coletividades e das nações. A organização social baseia-se nas relações entre os indivíduos, com as instituições sociais e com o meio produtivo.

Desde os tempos mais remotos, o trabalho faz parte da vida humana. Inicialmente, por meio do trabalho o homem assegurava a sua sobrevivência, utilizando-se para isso da caça, da pesca, da disputa com outros homens e animais, da interação constante com uma natureza desconhecida e por vezes ameaçadora. Diversas coisas aconteceram desde então, permitindo ao homem estabelecer outro tipo de relação com a natureza, com o mundo e com os demais seres vivos. Suas capacidades de criação, inovação e adaptação possibilitaram criar outros vínculos com o trabalho e com seus semelhantes. Hoje, outros aspectos são considerados na relação do indivíduo com o trabalho, relacionados às questões de ordem material, pessoal, organizacional ou social.

Os Pedagogos Empresariais não podem ignorar esta realidade, sob pena de ignorar o elo que une os indivíduos às suas organizações e ao seu trabalho. O entendimento destas relações é fundamental para qualquer atividade educativa dentro da organização. São através destas reflexões sobre a realidade organizacional, sobre as relações entre indivíduo e trabalho, seus comportamentos dentro da organização, que nós pedagogos empresariais, poderemos subsidiar nossas ações.


1.1 ESTABELECENDO UMA BASE CONCEITUAL

Parece-nos importante primeiramente definir o que é trabalho. Podemos partir de uma visão mecânica, da física, que diz que trabalho é todo esforço para atingir um determinado fim. Neste contexto, trabalho parte de um objetivo, demanda energia, empenho e tem como efeito um resultado.

Segundo Carmo (1997, p.15), "podemos definir trabalho como toda atividade realizada pelo homem civilizado que transforma a natureza pela inteligência. Há mediação entre o homem e a natureza: domando-a ele o seu desejo, visa a extrair dela sua subsistência". Neste conceito, o homem é um agente de transformação, e o trabalho a sua obra. A subsistência seria o objetivo e o fim da sua intervenção.

A etimologia poderá lançar algumas luzes para entendermos a forma como o trabalho é percebido ao longo da história. A origem latina da palavra, tripalium, significa um instrumento de três paus aguçados, não raro com pontas de ferro, utilizado para bater o trigo e outros grãos. E a tripalium se liga o verbo latim tripaliare, que significa torturar. Na origem percebe-se uma idéia de padecimento, de algo indesejado. E esta concepção de sofrimento, de dor, de tortura, perdura até hoje em algumas profissões e em algumas culturas, indicando que o trabalho não é algo ambicionado, bem-vindo ou gratificante.

Para completar o quadro, na tradição judaica, o trabalho é imposto como uma forma de o homem expiar o pecado original. Neste sentido, "comerá o pão com o suor do seu rosto" e a mulher dará origem à vida através do "trabalho de parto", o qual vem acompanhado de muitas dores físicas. Com tais argumentos, fica difícil conceber uma visão positiva do trabalho, não é mesmo?

Continuamos investigando, e nos deparamos com a definição de Oliveira, (2001, p. 5), que nos diz que "Trabalho é a atividade desenvolvida pelo homem, sob determinadas formas, para produzir a riqueza". Mas ele também nos ensina que esta riqueza não necessariamente é um objetivo primeiro, pois o que determina e valida o trabalho são as condições históricas. Neste sentido, o objetivo primeiro do trabalho é assegurar a sobrevivência. O regime econômico e social no quais as culturas estão inseridas é que estabelece as diretrizes para a produção e distribuição das riquezas, ou ainda para a acumulação de capital.

Com base nestas reflexões, nos encaminhamos para uma excursão ao longo da história, a fim de entendermos com maior clareza a atual centralidade do trabalho em nossas vidas.

1.2 EVOLUÇÃO DO TRABALHO AO LONGO DA HISTÓRIA

1.2.1 O trabalho nas sociedades primitivas

Nas sociedades primitivas, o homem está em fase de adaptação ao meio ambiente que o circunda. Precisa assegurar sua sobrevivência num mundo hostil e perigoso. Seus esforços são despendidos para manter-se vivo, e sua ação é voltada a proteger-se, buscar alimento e explorar o mundo em que vive. Seu intento é atender a necessidades vitais básicas.

Para as sociedades primitivas, o trabalho consiste em assegurar a própria sobrevivência, através da caça, da pesca, da coleta de alimentos, da busca de abrigo, de vestimenta e da defesa diante de situações perigosas.

Quando o homem começa a explorar a terra, a ter domínio sobre os animais que utilizará para corte ou tração, a caçar e a pescar, já vivendo em pequenas tribos, o trabalho passa a exigir a participação de todos, e o seu produto, a ser visto como um bem comum.

O trabalho passa então a organizar a vida da tribo, que precisa sistematizar as forças produtivas, utilizar sua energia e tempos livres na criação de novos instrumentos e no planejamento da produção. Note que neste período não havia uma divisão entre o tempo destinado ao trabalho e ao lazer. A necessidade de sobrevivência ditava o ritmo do trabalho.

Com a fixação do homem na terra e com a organização da vida tribal, surgem as questões relacionadas à produção, aos excedentes e à distribuição da riqueza produzida.

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