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A brincadeira é para a criança um espaço de investigação e construção de conhecimentos sobre si mesma e sobre o mundo, o brincar está intrínseco no cotidiano infantil.  Jogar é uma forma de a criança exercitar sua capacidade de criar e imaginar. A imaginação permite às crianças relacionarem seus interesses e suas necessidades com a realidade de um mundo que pouco conhecem. A brincadeira expressa a forma como uma criança reflete, organiza, desorganiza, constrói,destrói e reconstrói o seu mundo. 

O professor é mediador entre as crianças e os jogos, objetos de conhecimentos, organizando e propiciando espaços e situações de aprendizagens que articulam os recursos e capacidades afetivas, emocionais, sociais e cognitivas de cada criança aos seus conhecimentos prévios e aos conteúdos referentes aos diferentes campos do conhecimento humano.

Por meio dos jogos os professores podem observar e constituir uma visão dos processos de desenvolvimento das crianças e quando necessário intervindo no ato de jogar, transformando-o em novas aprendizagens para os alunos, registrando assim, suas capacidade de uso das linguagens, suas capacidades sociais e dos recursos afetivos e emocionais que as crianças dispõem ao brincar.

Se o jogo faz um elo com o divertimento, utilizá-lo como instrumento de ensino-aprendizagem é tornar a aprendizagem divertida onde a criança estará realizando o que ela mais gosta que é brincar. Nesta perspectiva o jogo assume um novo papel no espaço escolar, já é hora do profissional da educação rever sua postura, redefinir seus objetivos e conscientizar-se de que os jogos, quando adequados ao momento educativo, são "ferramentas" importantíssimas no processo de aprendizagem. O que não vale aqui é transformá-lo apenas num mero passatempo.

1.3 HUIZINGA, BROGÈRE E O JOGO

Segundo Huizinga (2007, p. 23), em Homo Ludens:

"Uma das características mais importantes do jogo é sua separação espacial em relação a vida quotidiana. É-lhe reservado, quer material ou idealmente, um espaço fechado, isolado do ambiente quotidiano,e é dentro desse espaço que o jogo se processa e que suas regras tem validade".

O jogo assume uma característica única que o separa da vida cotidiana, dentro do espaço do jogo há suas próprias regras. E nesse espaço, torna-se possível o desenvolvimento das capacidades físicas e intelectuais do jogador.  É um momento de busca, de interação que se faz na figura do outro que isoladamente do cotidiano cria suas próprias regras e o transforma em aprendizagem.

É no momento do jogo que a criança se constrói, aprende a lidar com regras e situações de tomada de decisão, onde mesmo num espaço fechado, alheio a vida cotidiana, aprende a conviver em um mundo regrado, a impor vontades e limites ao dia-a-dia.
Huizinga (2007, p. 33) completa:

"O jogo é uma atividade ou ocupação voluntária, exercida dentro de certos e determinados limites de tempo e de espaço segundo regras livremente consentidas, mas absolutamente obrigatórias, dotado de um fim em si mesmo, acompanhado de um sentimento de tensão e de alegria e de uma consciência de ser diferente da vida quotidiana".

Essa relação com o novo, com o diferente da vida diária que torna o jogo tão prazeroso. Nesse contexto o jogo assume um novo papel na vida de adulto, criança e de quem participe de um deles.  Assim, a escola deve buscar relacionar o jogo a sua rotina. Essa integração não se dá quando ocorre a separação: hora de brincar, brincar hora de estudar, estudar, mas, quando se busca o equilíbrio, que faz das horas de estudo uma forma de brincar, ou melhor, aprender brincando, jogando e interagindo.

Em relação ao jogo e as atividades ditas sérias Huizinga (2007, p. 51) afirma que:

"Por outro lado, o significado do jogo de modo algum se define ou se esgota se considerado simplesmente como ausência de seriedade. O jogo é uma entidade autônoma. O conceito de jogo enquanto tal é de ordem mais elevada do que o de seriedade. Porque a seriedade procura excluir o jogo, ao passo que o jogo pode muito bem incluir a seriedade".


Assim, buscamos nos jogos um ponto de apoio para o desenvolvimento das atividades sérias, uma vez que no jogo, de acordo com Huizinga (2007), temos a capacidades de incluir o sério. Na escola, ao mesmo tempo em que o jogo é divertimento, prazer ele envolve certa seriedade que o torna também um momento de aprendizado. Na escola essa aprendizagem acontece com intervenção do professor, para que as crianças busquem novas formas de desenvolverem suas capacidades intelectuais se apropriando dos diferentes conceitos, códigos e linguagens.

Huizinga (2007) completa ainda que a relação entre jogo e seriedade é um ponto de interrogação, porém encontraremos na ética e na moral, um ponto de apoio que não encontramos na lógica.

Brougère em sua obra Jogo e Educação (1998) afirma que o jogo se relaciona mais com aspectos do comportamento social do que com o comportamento natural. Assim, o jogo está ligado ao papel social da infância, o brincar para a criança se relaciona ao trabalho para o adulto.   O brincar faz parte das características da criança, não tem como separar a criança das brincadeiras, o mundo dela gira em torno do brincar. Para a criança, o brincar assume características sociais, que dá sentido a vida.

A brincadeira é para a criança um espaço de investigação e construção de conhecimentos sobre si mesma e sobre o mundo, o brincar está intrínseco no cotidiano infantil.

Em relação á oposição que o jogo faz com o "sério", Brogére (1998) afirma que apesar de sua ligação com a frivolidade o jogo tem assumido nos dois últimos séculos seu valor educativo.

Segundo Brogère "a friivolidade do jogo não impede que nele se veja um lugar de educação" (1998, p. 49).

Precisamos aprender novas maneiras de se pensar no jogo e a relação que ele faz com a aprendizagem e com o desenvolvimento intelectual das crianças. Embora se tenha um caráter frívolo pode-se embutir no jogo o ato de ensinar e aprender, tornando a aprendizagem prazerosa. Até mesmo nos jogos desenvolvidos espontaneamente estão envolvidos diversas concepções relacionadas ao progresso criança, sua percepção do mundo e do outro, sua relação com o cotidiano há o aprendizado. A partir do momento que acontece a intervenção de um adulto, profissional da educação, na articulação desse novo saber ao cotidiano infantil, ele apresenta seu caráter pedagógico, embora se tenha ainda nele seu caráter frívolo.

Brougère (1998) ressalta, ainda, que embora os jogos venham assumindo novas proporções, na maioria das vezes, o que temos é o jogo em seu uso totalmente frívolo.  Ainda para o autor, o primeiro vínculo entre educação e jogo se dá em caráter totalmente frívolo, através da recreação, relação existente até hoje.

De acordo com Brougère (1998):

"É a primeira inscrição do jogo no espaço educativo através da recreação, e essa relação subsiste ainda hoje. O jogo é o momento do tempo escolar que não é consagrado à educação, mas ao repouso necessário antes da retomada do trabalho." p. 54

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