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A regulação retroativa acontece como uma "remediação", na qual o professor realiza intervenções, buscando processos de aprendizagens anteriores aos que estão em realização, encontrando as reais defasagens.

A regulação pró-ativa acontece como elemento que antecede os procedimentos que estimularão a aprendizagem. É um período de investigação sobre o contexto dos alunos, sobre as aprendizagens já solidificadas, sobre quais os interesses do grupo de discentes, sobre quais os recursos disponíveis e quais as possíveis dificuldades.

A regulação interativa é aquele que permite ao professor compreender como os processos de aprendizagens estão ocorrendo, percebendo as aquisições e dificuldades dos alunos; ao aluno, essa regulação, irá levá-lo a se conscientizar de seu processo de aprendizagem. Segundo Perrenoud (1999) "é a comunicação contínua entre professores e alunos" (p. 116). A regulação interativa inclui as regulações retroativa e pró-ativa, configurando a perspectiva de associação das três modalidades. Essa modalidade de regulação não deve incidir na atividade, mas sim, na ação que gera aprendizagem, pois nem toda atividade gera a aprendizagem. Para isso, o professor deve planejar muito bem aulas e selecionar ações que proporcionarão aprendizagens. Ele deverá investir tempo e motivação na preparação e condução das situações de aprendizagens, fazendo assim as regulações interativas. Segundo Perrenoud (1999) "(...) o professor deverá maximizar o conflito cognitivo e todos os processos suscetíveis ao desenvolvimento e fortalecimento dos esquemas ou saberes" (p. 116).

Perrenoud (1999) considera que a avaliação formativa desenvolvida pela regulação é vista sob a perspectiva de um processo deliberado e intencional, tendo como objetivo, controlar os processos da aprendizagem, para que possa consolidar, desenvolver ou redirecionar essa mesma aprendizagem.

A avaliação formativa traz a idéia de que os processos cognitivos e metacognitivos dos alunos desempenham um papel fundamental na regulação e auto-regulação das suas aprendizagens. Os alunos constituem parte ativa, por intermédio da mobilização consciente de um conjunto de recursos cognitivos, metacognitivos e afetivos.

Fernandes (2005) analisa duas perspectivas da regulação das aprendizagens: regulação convergente e regulação divergente. A regulação convergente depende de um critério ou um objetivo estabelecido previamente, que irá orientar o processo avaliativo. É uma regulação de matriz behaviorista, que não está integrada ao processo de ensino-aprendizagem, e sim, centrada bem mais nos resultados, do que nos processos. Essa perspectiva tem como objetivo, quantificar resultados. Já a regulação divergente está orientada para o desenvolvimento dos processos complexos de pensamento dos alunos, das aprendizagens com compreensão e das estratégias de resolução de problemas. Essa avaliação está focada nos processos de aprendizagem e na construção de competências, sendo desenvolvida num ambiente interativo, onde o aluno assume um papel preponderante. Nela, é dado relevância aos processos cognitivos e metacognitivos dos alunos, à auto-avaliação, ao autocontrole e aos processos de auto-regulação das aprendizagens.

No processo de desenvolvimento da avaliação formativa deve se ter claro o estágio de desenvolvimento, no qual os alunos se encontram, sendo que o instrumento utilizado pra avaliar, por sua vez, deve fornecer dados claros sobre o que é necessário fazer a seguir. Nas situações, em que sejam convenientes correções de percurso das aprendizagens, professores e alunos devem ter clareza de quais processos precisam ser refeitos e como essas correções serão feitas. É fundamental a qualificação do trabalho a ser desenvolvido, e para isso, é necessário utilizar um conjunto de recursos cognitivos e metacognitivos, para que se alcance o que realmente foi almejado. Novamente, é preciso ressaltar que, numa avaliação formativa, professor e aluno precisam ter uma participação ativa.

É uma avaliação que apresenta as seguintes características: é um instrumento que permite a análise das aprendizagens dos alunos; ele dá condições ao avaliador de perceber quais os saberes que realmente os alunos dominam; os instrumentos utilizados são construídos para atender às características citadas anteriores; esses instrumentos permitem a realização da análise das aprendizagens.

Na avaliação formativa a ênfase é dada à compreensão dos processos cognitivos utilizados pelo aluno, que analisados e interpretados qualitativamente, dão condições ao prosseguimento do processo ensino-aprendizagem. Há uma preocupação em contextualizar os processos de ensino, de aprendizagem e de avaliação. A negociação e os contratos didáticos com os alunos criam condições para o desenvolvimento de processos de auto-avaliação e de auto-regulação das aprendizagens. Para o bom desenvolvimento da avaliação formativa é necessário haver uma seleção criteriosa de tarefas, a qual promova a interação, a relação e a mobilização inteligente de diversos tipos de saberes e que, por isso, possuam elevado valor educativo e formativo (Perrenoud, 1999).

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