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Um Enfoque Real na Educação Conteporânea Brasileira

Autor: Fernanda da Silva Pereira
Data: 14/12/2011

RESUMO

O trabalho Educação Contemporânea aborda importantes questões da educação brasileira na atualidade, a qual sofre consequências do tempo histórico, ligado às interferências políticas, sociais e econômicas. Também mostra a participação e função da Instituição Escola nos âmbitos social, político e econômico. Há um enfoque considerável, partindo do pressuposto de que a Instituição Escola é na realidade a "formadora" da população. Também têm contribuições do III CONED, do I Congresso de Educação à Distância, de autores com visões importantes como Romanelli, entre outros referenciais que contribuem para o mesmo. Existe uma exposição dos recursos que estão interligados com a atual educação, cujo objetivo é contribuir para uma educação igualitária num futuro ainda incerto, mas próximo aos olhares do ser humano.


1 INTRODUÇÃO

Inicialmente serão abordadas algumas interferências. Tratando-se de educação, existem diversas considerações, principalmente da atualidade para serem colocadas. O ponto inicial é o fato de esta estar supostamente interligada às grandes contribuintes, desde os tempos antigos até os primórdios do século XXI, as interferências: sociais, políticas e econômicas.  As quais são traços muito fortes dentro do enfoque educacional contemporâneo, pois percorrem incalculáveis percursos até efetivarem o modelo de educação mais apropriado para sua perspectiva e não para a população, que é realmente a parte mais interessada e importante.
 
Dentro desse contexto de educação atual, busca-se compreender os papéis da escola como instituição de ensino, do docente e dos discentes, da comunidade escolar... 

Existem contribuições de teóricos, como Paulo Freire, brasileiro, o qual será estudado no atual artigo para um maior conhecimento sobre o que se quer realmente, ou seja, o que se busca dentro da educação atual. Será que os educadores estão sendo capacitados para a ação na sociedade contemporânea? Todos os alunos sabem o que é um computador? Todos estão cientes das novas formas de ensino? Os educadores têm registro de suas aulas, ou só trabalham pelos "excelentes salários"? Há por parte dos governantes uma valorização na área da Educação?  Estas são algumas das questões que permeiam em nossas mentes, mas muitas vezes nos fazem repensar verdadeiramente sobre a Educação Contemporânea, ou seja, refletir se estamos preparados para o "novo".

Na sequência, pretende-se demonstrar que a Educação sofreu e sofre modificações, mas que muitos ainda na atualidade têm "medo" do novo. Um exemplo disso é a Educação à Distância, a qual desconhecida, mas por falta de conhecimento ao seu respeito é criticada negativamente pela elite. E finalmente, dar-se-á enfoque à importância das informações na educação.

2 AS INTERFERÊNCIAS NA EDUCAÇÃO

Percebe-se que ainda nos dias atuais há no Brasil uma grande perpetuação de poder em relação à educação, a qual prioriza as situações econômicas, sociais e políticas de sua sociedade. Isso ocorre desde o surgimento das primeiras instituições de ensino no Brasil. Nestas só quem tinha direito de aprender, receber informações e entrar no mercado de trabalho era a camada elevada, ou seja, a "elite".  Para as camadas desprovidas de recursos financeiros, havia apenas o trabalho sem a oportunidade de crescer profissionalmente.

Este ciclo vicioso prevalece na educação. Ainda há uma grande demanda em formar somente os que servem de interesse às interferências: políticas, sociais e econômicas. Nesse contexto, uma análise relativa à escola e seus condicionantes, educadores do III CONED (Congresso Nacional de Educação, 1999, p. 7-19), nos levam a indagar e refletir sobre ações por parte do Estado nas últimas décadas

A história da educação no Brasil tem sido uma história de perdas, de exclusão e de manutenção dos privilégios de minorias. A herança que crianças e os jovens, hoje a maioria da população, recebem dessa história caracteriza-se pela carência, pelo descrédito e ausência de perspectiva, pela perplexidade. (...) a crise da educação atinge níveis intoleráveis. A política de desobrigação do Estado com a educação pública, gratuita e de qualidade cada vez mais excluindo crianças, jovens e adultos da escola e aprofundando as desigualdades sociais.

Os alertas nos deixam perplexos. Realmente, servem para pararmos e reflitamos sobre o que a educação brasileira quer receber realmente de sua sociedade com o que vem representando na atualidade. Pois, o que vemos são "cópias" das primeiras formas de ensino com o objetivo de décadas atrás: formar uma camada da sociedade que lhe dará bons frutos para continuar dominando a sociedade, que sobrevive sem informação e expectativa de crescer financeira e profissionalmente.

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