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Estudo Sobre a Importância da Brinquedoteca no Ambiente Escolar como Espaço Mediador de Aprendizagens, Sob o Ponto de Vista dos Professores da Rede Municipal de Ensino do Cornélio Procópio

(Página 3)

A intenção concretizou-se com a criação da Associação Internacional de Brinquedotecas - Toy Libraries de Brinquedotecas (Toy Libraries Association), que envolvem muitos países e continentes do mundo todo.

No Brasil, em 1971, realizou-se no Centro de Habilitação da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE), em São Paulo, uma exposição de brinquedos pedagógicos, direcionados aos pais de crianças ditas excepcionais, aos profissionais e aos estudantes. A adesão ao projeto tomou proporções tão significativas que a APAE criou um Setor de Recursos Pedagógicos para atender o público, ou seja, instituiu uma ludoteca nesta instituição, que objetivava a circulação de brinquedos entre as crianças. Percebe-se então nesta, que a brinquedoteca surgiu com objetivos educacionais e terapêuticos, que obtinha o apoio tanto do setor público, como privado para o funcionamento e atendimento às crianças que visitavam o espaço educacional.  Após a implantação, em 1973, a APAE adotou o Sistema de Rodízio de Brinquedos e Materiais Pedagógicos, os brinquedos foram centralizados com maximização no uso de todos os recursos existentes.

Conforme Ramalho (2000, p. 76), na Escola Indianápolis, em São Paulo, "foi instituída a primeira brinquedoteca brasileira, com propósitos voltados ao ato de brincar, com empréstimos de brinquedos e orientação direcionada à criança, com assistência direta".

Em 1984, foi fundada a entidade Associação Brasileira de Brinquedoteca (ABBri) por Nylce Helena da Silva Cunha, sem fins lucrativos, com o objetivo de assessorar as pessoas e as instituições que visavam implantar Brinquedotecas, estabelecer parcerias, incentivar e promover o desenvolvimento de estudos relacionados à área, com oferta de cursos preparatórios para formar os mediadores deste local, o Brinquedista.

Após a criação da ABBri, houve expansão de Brinquedotecas por todo Brasil, mas, foi em São Bernardo do Campo ? SP, que implantou-se a primeira Brinquedoteca pública. Segundo os apontamentos feitos por Ramalho (2000, p. 76), no Brasil, existem cerca de "180 brinquedotecas inscritas, desde 2005, em diferentes regiões do país, com variados objetivos e características".

Desde então, diante de diferentes propósitos e características, as Brinquedotecas aperfeiçoaram e cresceram, com obtenção do reconhecimento e sua relevância à educação, que a torna um agente provocador de mudança no trato educacional, com inovações no atendimento à população, mais precisamente à criança.

Percebe-se que, sua expansão foi intensa, mutável e constante, tanto nas instituições públicas como nas privadas, seja de cunho preventivo ou terapêutico. Mas, o mais importante na atualidade, é que este local exerça sua real função, como ressalta Ramalho (2000, p. 76) descrevendo sobre a Brinquedoteca como, "local de estímulos para brincar livremente, por algumas horas do dia", e assim, com possibilidades de aprendizagens por meio do brincar na infância e concretizar-se como espaço de atividades lúdicas presente em ambientes escolares, geralmente direcionadas ao público infantil, já que a brincadeira é inerente ao ser humano.

Em síntese, a Brinquedoteca no meio escolar faz-se respeitar as necessidades afetivas, amenizar a rigidez de métodos tradicionais de ensino que ainda permeiam no sistema de ensino do Brasil, possibilitando o direito de ser criança e aperfeiçoar suas habilidades e aprimoramento de suas capacidades autonômicas, criativas e compensadora  das defasagens sócio-culturais.

2 CONCEITUANDO A BRINQUEDOTECA

"A brinquedoteca pode existir até sem brinquedos, desde que outros estímulos às atividades lúdicas sejam proporcionados. (CUNHA 2001)".

As sucessivas reformas educacionais e a imposição de políticas públicas descontextualizadas da realidade escolar depreciaram importantes áreas de conhecimento de forma incisiva na formação do ser humano, havendo uma desumanização do ambiente educativo, da escola e das estruturas educacionais do nosso país. E assim, o brincar sofreu consideráveis degradações, sendo conceituado como algo inútil, carregado de preconceitos impostos pela sociedade capitalista.

Apesar dos avanços tecnológicos e a modernidade, a educação ainda não superou a mecanização do saber, com incentivo à segregação do trabalho e competição acirrada para atender a demanda econômica e capitalista do mercado, em detrimento da formação humana para o mundo do trabalho. Com isso, os indivíduos configuraram-se em servidão voluntária, mecanizada, culminando na exclusão da formação lúdica, do brincar, do divertimento, da imaginação, que são imprescindíveis para a saúde física, emocional e intelectual das pessoas.

Para confirmar este ponto de vista, Puga e Silva (2008, p. 5) discursam que houve retrocessos em função das mudanças no âmbito da tecnologia e do social e estas comprometeram os locais, o tempo e os brinquedos, e "[...] as crianças perderam o espaço e a segurança das ruas e calçadas, com isso, perderam também parte da liberdade na escolha das suas brincadeiras e companheiros". Isto piora com os inchaços das cidades, com apartamentos pequenos que impedem as interações, e com a modernidade. As crianças são impedidas dos momentos e tempos às brincadeiras, devido às inúmeras responsabilidades caracterizadas ser mais importantes como: cursos de informática, línguas, música, etc.

Puga e Silva (op cit) acentuam que "as instituições escolares são fotografias destas mudanças de valores", pois, valorizam uma formação que prioriza somente conteúdos sistematizados para preparação à transposição dos obstáculos competitivos e classificatórios determinantes e condicionantes do mercado de trabalho, em detrimento da formação humana para o mundo. Um bom exemplo é o vestibular.

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