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Leitura no Primeiro Ano das Séries Iniciais: uma construção de significados

Autor: Luziene Silva de Medeiros
Data: 14/09/2009

Sobre o ato de ler

Sabendo-se da condição humana como ser "aprendente", e, sobretudo das condições impostas ao indivíduo na sociedade contemporânea no que concerne a necessária aquisição de conhecimentos, considera-se extremamente importante refletir sobre o ato de ler e sua importância na perspectiva de melhoria do indivíduo.

É, portanto seguindo a trilha dos argumentos de Paulo Freire, que enfatizaremos a natureza e desenvolvimento do processo de leitura, sobre o desenvolvimento da mesma no contexto social e por conseguinte no escolar considerando-a como uma construção de significados, todos a fim de compilar subsídios que fundamentam a sua essencialidade,especificadamente nas séries iniciais, no tocante ao seu primeiro ano.

A prioridade reconhecida e concebida ao termo educação e em especial ao entendimento de escrita e leitura aponta hoje para o conjunto da sociedade brasileira, que o ensino e a aprendizagem para com as crianças, estão inseridos num processo mais amplo e com novos significados. Os currículos deverão nesse prisma priorizar um ensino que contemple a formação integral já nos anos iniciais, tendo em vista que algumas inteligências se desenvolvem nessa fase da vida e, portanto quando estimuladas à tempo, os resultados serão maiores e melhores.

O ensino nos anos iniciais deverá ser dado em instituições como as escolas, através das primeiras noções de mundo, contribuindo assim o desenvolvimento da criança. É fundamental, portanto compreender que esse espaço, a escola, deverá envolver ações pedagógicas adequadas a esta faixa etária levando em consideração que o desenvolvimento infantil se dá através de interações lúdicas, prazerosas. Aliás, diria que o caráter lúdico deve estar presente em todas as ações educativas.

Paulo Freire em seus escritos afirma que a formação do indivíduo deve ser uma formação ampla, integral e integrada. Integral quando visa atender as demandas da complexidade humana. Isto é o ser humano, em seu espaço deve primar por seu desenvolvimento sob vários aspectos, intelectual, econômico, político,social.

E, nesse sentido, a escola desde o início deve procurar contemplar tais perspectivas. Assim o ato de ler deverá ser dado por meio naturalmente de suas implementações didático-pedagógicas cotidianas. Integrada porque sendo o educando um ser social, que não está no mundo e sim com o mundo, é preciso ressaltar para a importância de suas relações pessoais, interpessoais, inter-ambientais, enfim.

Como o próprio título dessa seção aponta, o ato de ler, se dá a partir de um todo indivisível e como tal precisa ser considerado em sua totalidade e não por compartilhamentos, por frações que, dissociadas perdem o significado, o sentido.

Portanto ler passa a ter o sentido maior, não o simples decifrar das letras, mas sim o seu entendimento, o seu vínculo com tudo que nos cerca.

Lamentavelmente, a tradição do sistema de ensino brasileiro sempre priorizou o aspecto cognitivo do aluno. A grande preocupação das escolas centra-se até os dias atuais apenas com o desenvolvimento das competências cognitivas, ou seja, com as potencialidades de assimilar, reter e transmitir informações, isoladas das demais áreas, quando deveria ser contrária essa preocupação como nos adverte Cardoso (1995) em seu livro A canção da Inteireza: uma visão holística da educação. Segundo Cardoso (1995, p.50): Corpo, intelecto, sentimento e espírito constituem as várias dimensões da totalidade indivisível humana. Nenhum desses aspectos pode ser priorizado no desenvolvimento individual pleno, uma vez que eles se influenciam naturalmente.

De fato, essa fragmentação dá-se claramente no ambiente escolar, porém no dia-a-dia, não se consegue materializar, concretizar essa divisão. Isso gera automaticamente a triste constatação de que a educação professada nas escolas, em grande medida, perde-se no vazio pela ausência dessa compreensão, ou seja, o reconhecimento que as propostas curriculares devem contemplar às múltiplas necessidades humanas.

De acordo com Nogueira (2001, p.42):

A ideia de sujeito integral deveria nos levar a conceber um conjunto de áreas, em que a cognição é apenas parte deste todo. A aprendizagem experenciada, com interação ao meio, partindo do simples para o complexo, provocadora de desafios, visando a resolução de problemas, etc. não pode ser restrita apenas à cognição. Como qualquer outra aprendizagem deve expandir-se também para as áreas motoras, afetiva, social, etc.


A partir desse fundamento negligenciar o caráter plural que a educação e em particular a leitura deve ter é andar na contra-mão de uma educação que se deseja ser plena, que veja o educando como um ser global.

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