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O afeto e o cuidar como alicerces da educação (página 2)

Pesquisas nacionais e internacionais nos mostram ao longo dos anos o quanto a educação tem o poder transformador; como uma criança pode buscar apoio e comunicação em diferentes maneiras e gestos; o quanto a aparência não determina capacidade e habilidade e como uma questão ou um indivíduo não pode ser tratado de forma única, exigindo diferentes olhares, métodos, estratégias e interpretações. E o que estamos fazendo diante disso? Tanto conhecimento e tão pouca...prática. E não estamos falando de quantos anos você está em exercício e sim de quantos anos se tornaram de fato significativos em sua jornada.

Temos internet, televisão, inúmeros colégios e universidades por todos os lados, cursos, congressos e ainda assim, em nenhum deles podemos aprender a ter o que não temos dentro de nós: RESPEITO E EMPATIA.

Ouvir mais, ajudar além do que está descrito em suas funções, receber bem, oferecer um sorriso são pequenos "presentinhos" que damos as pessoas e o melhor de tudo: é grátis! E podem ser parte de um bom atendimento em qualquer lugar: banco, lotérica, mercado, loja, shopping e ... na escola, sim na escola! Conhece aquela máxima de que "a família educa e a escola ensina"? São complementares e nenhuma pode suprir a falta da outra! Pois é...  Mostremo-nos educados para poder educar!

Essa relação que a escola pode (e deve) estabelecer com a família é algo necessário e de mão dupla, ou seja, ao mesmo tempo que a escola precisa que os pais acompanhem, estimulem e continuem o trabalho iniciado na escola, essa por sua vez, também precisa agir diante de situações que exigem orientação e cuidado. É  o caso de conversar sobre ações e comportamentos identificados como inadequados, orientações aparentemente simples como na hora de buscar ou levar os filhos, por exemplo, quando tantos pais, estacionam em lugares errados porque a pressa "os obriga" e acabam desrespeitando a faixa de pedestre, as vagas especiais de idosos e de pessoas com deficiência ou do transporte escolar, isso sem contar aqueles que estacionam na frente das rampas de acessibilidade; aqueles que mal dizem "bom dia" e "obrigado" para o porteiro ou a monitora do portão; ou quando aguardam fumando e jogam as bitucas na frente da escola. Há ainda, os que levam o cachorrinho adorável para esperar a criança e esquecem o saquinho para retirar a sujeira dele... Afinal, "A palavra convence, mas o exemplo arrasta".  E se não percebem, a escola pode "lembrá-los" dessa falta, há inúmeras oportunidades para isso, desde um simples bilhetinho, até um recado mais diretivo, se for o caso. A escola pode fazer!

A educação atual pede muito mais do que investimentos, reformas, políticas... ela pede humanidade. Por mais que seja uma área que enfrenta dificuldades, ela não está isolada em seus problemas.

Não podemos mudar o mundo, mas podemos mudar nossas atitudes diante dele e oferecer, afeto e cuidado em qualquer que seja a situação ou momento. É dever de todos nós que queremos viver melhor. Não podemos deixar prevalecer sentimentos inferiores que nos questionam a condição de ser humano. Nossas diferenças não podem nos definir. Se colocar no lugar do próximo é nosso dever e nossa contribuição para um presente e um futuro melhor.

Não desperdice seu dia! Não saia de casa para cumprir um dia de trabalho sem sorrir, cumprimentar, compreender, ajudar. Cara feia, pouco caso e má vontade não resolvem sua situação, só pioram! Atenção para que você seja entendido em suas colocações, mas também compreendido pelas suas ações.

A oportunidade de estar com aquela criança pode ser única ou determinar se haverá continuidade ou não. A educação é um dom, se você não tem ou está cansado, procure o que lhe faz feliz, mas não desconte nem por um segundo sequer seus problemas em alguém. Pense! Respire! Reflita!

Você percebeu quantas vezes a palavra respeito e empatia apareceu neste texto? Essa frequência é totalmente intencional e justificada tendo em vista a realidade vivemos. Se precisamos repetir para entender, vamos fazer isso, repetir alto ou baixinho, junto ou acompanhado, mas que seja sempre dito e praticado: RESPEITO E EMPATIA.

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Como referenciar: "O afeto e o cuidar como alicerces da educação" em Só Pedagogia. Virtuous Tecnologia da Informação, 2008-2019. Consultado em 07/12/2019 às 14:58. Disponível na Internet em http://www.pedagogia.com.br/artigos/afetocuidar/?pagina=1