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Ciberespaço e Cibercultura: Definições e Realidades Virtuais Inseridas na Práxis do Homem Moderno (página 3)

Cibercultura

Entendemos cultura como a comida, as vestes, as danças, os ritos religiosos, a poligamia, o ritmo, a maneira de sentir, de agir, de crer e de pensar, legada de uma geração para outra geração.

O meio no qual o homem vive, usa compreensão, nos leva a entender o comportamento social, os objetos, a artes, a técnica, as instituições, os eventos, ou seja, a cultura de uma sociedade humana qualquer, determina direta ou indiretamente o comportamento humano. E Castells (2000) acrescenta que "culturas são formadas por processos de comunicação e todas as formas de comunicação são baseadas na produção e consumo de sinais". O comportamento humano dentro da realidade virtual é a essência da cibercultura.

Portanto, entendemos cibercultura como o comportamento sociocultural que provém da relação entre a sociedade, cultura e o espaço eletrônico virtual, pois segundo Levy,

É impossível separar o humano de seu ambiente material, assim como dos signos e das imagens por meio dos quais ele atribui sentido à vida e ao mundo. Da mesma forma, não podemos separar o mundo material - e menos ainda sua parte artificial - das ideias por meio das quais os objetos técnicos são concebidos e utilizados, nem dos humanos que os inventam, produzem e utilizam [...]. (LEVY, 1999, p. 21).


E  Levy (1999) afirma que,

    "[...] Quanto mais o ciberespaço se amplia, mais ele se torna "universal", e menos o mundo informacional se torna totalizável. O universal da cibercultura não possui nem centro nem linha diretriz. [...] Este acontecimento transforma, efetivamente, as condições de vida da sociedade. Contudo, trata-se de um universo indeterminado e que tende a manter sua indeterminação, pois cada novo nó da rede de redes em expansão constante pode tornar-se produtor ou emissor de informações, imprevisíveis, e reorganizar uma parte da conectividade global por sua própria conta."  (LEVY, 1999, p. 111).


Este argumento de Levy aponta o comportamento humano cada vez mais ilimitado, pois, a realidade virtual promove uma gama de possibilidades informativas promovendo um comportamento dinâmico, inquieto. Este dinamismo rompe paradigmas cristalizados e galga avanços tecnológicos. E Levy (2000, p. 112) continua argumentando que "[...] quanto mais o digital se afirma como um suporte privilegiado de comunicação e colaboração, mas essa tendência à universalização marca a história da informática." E exemplifica:

    "[...]. Os documentos digitalizados devem poder circular de uma máquina para outra, desta empresa para a próxima. O usuário de um determinado computador quer poder comunicar-se com qualquer outro computador do planeta. [...] Dizer que a inovação vencedora é aquela que consegue "criar um sistema" com o restante do ambiente tecnológico é quase o mesmo que enunciar uma tautologia." (LEVY, 1999, p. 112).


CONSIDERAÇÕES FINAIS


Como diz Wertheim (2001), este novo espaço parece surgir como um lugar que está além do espaço físico, na medida em que ele permite à pessoas o exercício de alguns daqueles aspectos da humanidade que não encontram lugar no mundo físico. Diferente do espaço físico em que vivemos, o ciberespaço surge como um local seguro para as pessoas experimentarem suas fantasias, desejos e sonhos sem medo e angústia. Apesar de ser considerado como um espaço paralelo ao físico, na medida em que cria novas experiências coletivas, este domínio repercute neste espaço, imbricando-se no mundo físico.

O ambiente virtual torna-se local de interação social. Os relacionamentos constituídos no ciberespaço ganham a cada dia dimensões não só sociais como também de produção e de pesquisa na ciência, na medicina, na educação, no jornalismo gerando uma rede ampla de comunicação e difusão de conhecimento. Assim como as demais inovações tecnológicas, a internet teve, tem e terá os prós e contras. A questão a ser analisada é como se dá a apropriação desta inovação tecnológica. Tal pensamento vale para a cibercultura e para o ciberespaço. Não devemos focar nossa análise em questões valorativas, se ela é boa ou má, mas sim sobre as formas, os usos, as apropriações que podemos fazer deles. É possível utilizarmos esse ciberespaço para o nosso cotidiano como educadores? Como podemos utilizar essas novas tecnologias a nosso favor, considerando que o público com o qual lidamos dia a dia está cada vez mais envolvido e fascinado por elas?

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Como referenciar: "Ciberespaço e Cibercultura: Definições e Realidades Virtuais Inseridas na Práxis do Homem Moderno" em Só Pedagogia. Virtuous Tecnologia da Informação, 2008-2020. Consultado em 23/09/2020 às 08:32. Disponível na Internet em http://www.pedagogia.com.br/artigos/ciberespaco_cibercultura/?pagina=2

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