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Gramática da Língua Materna: História, Conceito e Ensino (página 5)

CONCLUSÃO

       Deixamos como considerações finais não uma conclusão temporária, pois a história ainda não acabou, deixamos algumas reflexões de pensadores: - Wanderley Geraldi: o texto é ponto de partida e ponto de chegado de todo processo de ensino/aprendizagem. A língua não está nas regras gramaticais, mas no fluxo da linguagem onde constituem os sujeitos. Seria refletir os fatos da linguagem como ponto de partida para ensinar a norma padrão. Nessas atividades é bem possível que aparecem problemas de ordem estrutural (texto), sintática, morfológica, fonológica etc. Rajagopalan: deve haver um diálogo entre o leigo e o linguista, apresentar a linguística com campo de estudos da linguagem e não a gramática. Comenta: "precisamos urgentemente pensar em novas estratégias de abordar a linguística, já que a velha prática de apresentar a linguística moderna discutindo as limitações da gramática tradicional não funciona mais" (2003: 11).

      Comenta o caso Unicamp. Os alunos não estão convencidos de que língua não é gramática e tal postura reflete no ensino de língua.  Marina Mendonça: políticas de fechamento, tentativa de mascarar a gramática normativa como ciência utilizando os termos da linguística, tais como: morfema, sintagma nominal e verbal. - Parâmetros curriculares: de inspiração da linguística textual, análise do discurso, da sociolinguística, sócio interacionista etc. na prática da sala de aula sofrem duras críticas por não apresentar regras de esquemas e o que ensinar aos alunos.

      Assim, a passagem do ensino gramatical para o ensino de fatos da língua: é um processo, o professor de ensino médio ainda tem a gramática como língua e objeto de língua, apesar do conhecimento da linguística como ciência. A proposta a curto prazo: capacitar de forma acompanhada (orientação) os professores com subsídios de teorias linguística e sócio interacionista. Já a proposta a longo prazo: "convencer" nossos alunos que ensinar língua materna não é o mesmo que ensinar gramática normativa, posto que a linguística é uma ciência e a gramática normativa uma tradição.

REFERÊNCIAS

CUNHA, C. A questão da norma culta. Rio de Janeiro-RJ: Tempo Brasileiros 1985.
GERALDI, J. W. Portos de passagem. São Paulo-SP: Martins Fontes, 1991. _____. (org.) O texto na sala de aula. São Paulo-SP, 2001.
POSSENTI, S. Por que (não) ensinar gramática na escola. São Paulo-SP; Mercado das Letras, 1996.

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Como referenciar: "Gramática da Língua Materna: História, Conceito e Ensino" em Só Pedagogia. Virtuous Tecnologia da Informação, 2008-2026. Consultado em 14/01/2026 às 05:22. Disponível na Internet em http://www.pedagogia.com.br/artigos/gramtica_da_lngua_materna/index.php?pagina=4