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Inteligência Linguística e Psicologia das Cores no Processo Educacional

Autor: Daniele de Sousa Cavalcante
Data: 22/02/2016


RESUMO:A neurociência é um tema bastante amplo e é a partir da neuroeducação, uma das vertentes da área, que este artigo proporá uma forma de unir teorias cognitivas a fim de transformar a realidade da sala de aula. Sabendo que a neurociência é o estudo do sistema nervoso, sua estrutura, desenvolvimento, funcionamento, evolução, relação com o comportamento e a mente, e também suas alterações. A neuroeducação detém-se ao estudo de como o cérebro funciona quando está aprendendo, suas formas de transformar memórias de curto prazo em longo prazo, suas relações cognitivas, sensoriais e extrassensoriais.

PALAVRAS-CHAVE: Psicologia das cores, inteligência linguística, Educação Cognitiva, Estímulo sensorial.  

INTRODUÇÃO
A Neuroeducação é um tema relativamente novo, porém o conceito e as publicações científicas datam desde o século 19. Em 1895 o neurologista Herbert Henry Donaldson (1857-1938), neurologista e educador americano, escreveu um livro intitulado "The Growth of the Brain: A  Study of the Nervous System in Relation to Education"(O Crescimento do Cérebro: Um Estudo do Sistema Nervoso em Relação à educação, em tradução livre) e Reuben Post Halleck  (1859 - 1936), um educador, em 1896 escreveu o livro "The Education of the Central Nervous System: A Study of Foundations, Especially of Sensory and Motor Training" (A Educação do Sistema Nervoso Central: Um Estudo de Fundações, em Especial do Treinamento Sensorial e Motor, em tradução livre). Ambos os autores foram os pioneiros ao abordar a junção entre ciência e educação, dando início a um dos assuntos mais abordados no século 21 - A neurociência aplicada à Educação.

Com o avanço da comunicação, desde o advento da internet, temos ao nosso alcance conhecimentos específicos, sobre o funcionamento de cada área do cérebro, teorias da psicologia educacional, teorias cognitivas e pesquisas em geral sobre a ciência do aprender. Este artigo busca discutir a relação da influência entre o uso das cores como ferramenta auxiliar no processo educacional, procurando unir teorias cognitivas e como elas podem ser aplicadas à realidade do ensino de base que compreende as primeiras séries do ensino fundamental a fim de desenvolver a inteligência linguística.

Para Kandel, ganhador do Prêmio Nobel em Fisiologia e Medicina, em 2000, a neurociência atual é a neurociência cognitiva, um misto de neurofisiologia, anatomia, biologia do desenvolvimento e adaptação, biologia celular e molecular e psicologia cognitiva. Com os estudos da neurociência surgiram subáreas, como a neuropsicologia, neuroeducação, neuromarketing, entre outras. De forma objetiva, para tentar simplificar ao máximo, podemos dizer que, a partir das pesquisas da neurociência, surgiram áreas dedicadas exclusivamente à compreensão do funcionamento da mente, com fins específicos. Por exemplo, para a neuropsicologia interessa, essencialmente, o estudo da mente quanto ao comportamento humano. A neuroeducação é um termo utilizado para abordar os estudos da neurociência e da neuropsicologia, que fazem referência aos processos de aprendizagem.

Essa linha de estudo, a neuroeducação, surgiu para favorecer a compreensão de como se dá a aprendizagem humana e para isso utiliza-se das pesquisas da neurociência e, consequentemente, da neuropsicologia.

Jean Piaget já abordava esse tema sem atribuir propriamente este termo, para isso o epistemólogo construiu a teoria do desenvolvimento e a separou por cada fase da vida, atribuindo a cada fase uma sequência de desenvolvimento. Vamos partir do princípio da fase que compreende a partir dos sete anos, em que a criança encontra-se no desenvolvimento da maturidade cognitiva.

Este período é marcado pelo desenvolvimento das operações formais, raciocínio abstrato fazendo jus sobre causas e efeitos, usam relações espaciais, desenvolvem ainda o raciocínio lógico permitindo aprender conceitos subjetivos como, por exemplo, ideologia. Estas aquisições cognitivas preparam a criança para frequentar o ensino formal, onde ela aprende a Língua Portuguesa, a Matemática, as Ciências Naturais, a História e os trabalhos manuais, tendo este último grande influência sobre o aprendizado, cognitivamente falando. Nesta fase tem-se o aperfeiçoamento da percepção visual e auditiva em conjunto com uma maior capacidade para a atenção e a memorização, o que vai potencializar a aprendizagem.

Voltando ao contexto escolar, o desenvolvimento desta fase pode ser melhor aproveitado somando-se teorias cognitivistas das cores, muito utilizadas no marketing e sua recente vertente denominada como neuromarketing.

Vários estudiosos do passado se dedicaram a entender o fenômeno das cores. Os primeiros sistemas de cores foram os de Newton e de Goethe. Estes sistemas se concentravam mais em saber como se formavam as cores.

Isaac Newton foi o primeiro a associar que a luz do Sol tinha forte relação com a existência das cores, quando dissociou a luz solar nas cores do arco-íris através de um prisma. Surgia ali o primeiro esboço do que posteriormente viria a ser chamada de Teoria das Cores. Newton desenhou o primeiro diagrama circular de cores, ou roda das cores, conhecido também como círculo cromático, que organiza as cores e tem como objetivo descobrir e coordenar sua harmonia.

As cores desempenham um papel importante na nossa percepção visual, uma vez que influencia nas nossas reações sobre o mundo que nos rodeia. E, se usássemos essa reação a favor da educação e do aprendiz?

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Como referenciar: "Inteligência Linguística e Psicologia das Cores no Processo Educacional" em Só Pedagogia. Virtuous Tecnologia da Informação, 2008-2019. Consultado em 17/02/2019 às 20:38. Disponível na Internet em http://www.pedagogia.com.br/artigos/inteligencia_linguistica/