PCNS - Uma Referência a ser Seguida!
Autor: Eduardo Pereira Dutra
Data: 23/07/2010
Como, atualmente, está sendo ensinada a matemática? Como deveríamos ensiná-la?
Como abordá-la em uma prova/concurso?
Estas perguntas leva-nos a refletir, visto que encontramos; infelizmente, professores desatualizados e até mesmo desacreditados no ensino da matemática, alunos desmotivados em aprender e encontramos, também, questões em concursos, ou mesmo em provas bimestrais de nossos alunos que estão em uma realidade totalmente contrária ao que prevê nos PCN'S, indo de encontro a uma matemática mecanizada.
O objetivo deste texto é incentivar os nossos brilhantes professores de matemática a ensiná-la e abordá-la de maneira prazerosa, com entusiasmo, fazendo com que os alunos fiquem deslumbrados com a maravilha desta disciplina.
Para desenvolver este trabalho, utilizaremos tópicos.
1. O previsto (alguns tópicos relevantes):
''É importante destacar que a Matemática deverá ser vista pelo aluno como um conhecimento que pode favorecer o desenvolvimento do seu raciocínio, de sua sensibilidade expressiva, de sua sensibilidade estética e de sua imaginação'' (PCN's,1997)
''...é importante que a Matemática desempenhe, equilibrada e indissociavelmente, seu papel na formação de capacidades intelectuais, na estruturação do pensamento, na agilização do raciocínio dedutivo do aluno, na sua aplicação a problemas, situações da vida cotidiana e atividades do mundo do trabalho e no apoio à construção de conhecimentos em outras áreas curriculares.''E mais adiante: '' Falar em formação básica para a cidadania significa falar em inserção das pessoas no mundo do trabalho, das relações sociais e da cultura, no âmbito da sociedade brasileira (MEC/SEF,1997,p.29).
2. Idéias básicas extraídas dos os Parâmetros Curriculares Nacionais em Matemática, a saber:
-
eliminação do ensino mecânico da Matemática;
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prioridade para a resolução de problemas;
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uso da história da Matemática como auxiliar na compreensão de conceitos matemáticos;
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uso de recursos didáticos (calculadoras, computadores, jogos) durante todo
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Ensino Fundamental.
3. A realidade:
Sabe-se que a típica aula de Matemática a nível de primeiro, segundo ou terceiro graus, ainda, é uma aula expositiva, em que o professor passa para o quadro ou expõe aquilo que ele julga importante. O aluno, por sua vez, copia para seu caderno e em seguida procura fazer exercícios de aplicação, que nada mais são do que uma repetição na aplicação de um modelo de solução apresentado pelo professor. Alunos passam a acreditar que a aprendizagem de matemática se dá através de um acúmulo de fórmulas e algorítmos; aliás, nossos alunos hoje acreditam que fazer matemática é seguir regras e aplicar regras. Regras essas que foram transmitidas pelo professor.
Agindo desta maneira, é bastante comum o aluno desistir de solucionar um problema matemático, afirmando não ter aprendido, ainda, como resolver aquele tipo de questão, quando não consegue reconhecer qual o algoritmo ou processo de solução apropriado para aquele problema, levando o aluno/ensino ao FRACASSO.
Um exemplo de exercício mecanizado e ainda abordado em concursos nos dias de hoje e que não exige nada mais do que um modelo a ser seguido e que contraria, totalmente o que preconiza os PCN´S é apresentado abaixo:
"Considere as equações log (3x2 - 8) = 2 e [3x - 5] = 4. A soma de todas as raízes dessas equações é uma fração cujo denominador é 3 e numerador
a) 25
b) 20
c) 16
d) 10. "