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TDAH e Controle Inibitório: Relevância de um Programa Neuropsicopedagógico de Estimulação das Funções Executivas em Sala de Aula

Autor: Vera Lucia de Siqueira Mietto
Data: 19/09/2014

Resumo

Este artigo tem como objetivo refletir sobre a importância do desenvolvimento das funções executivas no âmbito escolar como ferramenta fundamental no controle inibitório de nossas crianças com TDAH/I. As Funções Executivas tem sido estudadas por pesquisadores voltados para as neurociências da aprendizagem, tentando desvendar como elas influenciam e norteiam as futuras aprendizagens e o comportamento de nossas crianças. Numa perspectiva de facilitar ao neuropsicopedagogo a elaboração de estratégias mais assertivas e o entendimento das habilidades que compõe as funções executivas,esse artigo também mapeará as áreas cerebrais e sua relação com as habilidades cognitivas, assim como sua influencia no desenvolvimento emocional e cognitivo de nossas crianças: a neurobiologia do TDAH e o comprometimento das habilidades cognitivas e seu impacto comportamental.

Palavras-Chave: Neuropsicopedagogia. TDAH. Funções Executivas. Cérebro.

1. INTRODUÇÃO


Uma dos transtornos comportamentais mais estudados na atualidade e que tem demandado pesquisas em diversas áreas da educação e da saúde, o TDAH (transtorno do déficit da atenção e hiperatividade )é um transtorno neurobiológico , que aparece na infância e frequentemente acompanha o indivíduo por toda vida. Tem como sintomatologia a tríade: desatenção , inquietude e impulsividade.

Independentemente do sistema classificatório utilizado, as crianças com TDAH são facilmente reconhecidas em clínicas, em escolas e em casa. E como é um transtorno DIMENSIONAL (que depende da intensidade dos sintomas e não da presença ou ausência deles), é preciso que esses sintomas se apresentem por mais de seis meses, em mais de um ambiente e que causem problemas na vida da criança.

As características do TDAH aparecem bem cedo para a maioria das pessoas, logo na primeira infância. O transtorno é caracterizado por comportamentos crônicos, com duração de no mínimo seis meses, que se instalam definitivamente antes dos 7 anos. Uma das características mais marcantes em nossas crianças com TDAH/I é a falta de controle inibitório, acarretando impaciência, impulsividade e comportamento opositor e desafiador por não terem suas necessidades atendidas.

As questões neurobiológicas tem seu peso nesse descontrole comportamental e precisamos compreender como as funções executivas são desenvolvidas, que peso tem na vida social e acadêmica e como são disfuncionais nas crianças com TDAH/I.  

O neuropsicopedagogo tem em sua práxis habilidades para elaborar estratégias assertivas  pelo seu entendimento de como esse cérebro aprende e de como estimular as funções executivas em sala de aula para que possamos  facilitar o manejo comportamental e a aprendizagem das crianças com desatenção e hiperatividade.

Assim esse artigo abordará a relevância das funções executivas, suas habilidades cognitivas e como o controle inibitório interfere na vida social, acadêmica e afetiva de crianças com desatenção e hiperatividade, prejudicando seu desempenho acadêmico.

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Como referenciar: "TDAH e Controle Inibitório: Relevância de um Programa Neuropsicopedagógico de Estimulação das Funções Executivas em Sala de Aula" em Só Pedagogia. Virtuous Tecnologia da Informação, 2008-2019. Consultado em 19/04/2019 às 11:35. Disponível na Internet em http://www.pedagogia.com.br/artigos/tdah_e_controle_inibitorio/