A Educação Brasileira com Vistas a um Desenvolvimento Crescente de Qualidade
Autor: vagner Moraes Farias
Data: 25/02/2011
Diante das atuais situações, existe uma busca constante quanto à melhoria educacional no Brasil.
Assim, apresento aqui uma série de explanações sobre o assunto que poderão vir a ser analisados para que o pleno desenvolvimento na educação aconteça.
O conhecimento é uma forma de controlar o mundo. Este conhecimento do qual abordo é construído por meio da ação. E a escola vem auxiliar no que tange esta temática.
Porém, temos visto nos meios de comunicação, inúmeros fatores que desencadeiam para uma "neficiência" de tal prática: a de trabalhar o conhecimento a fim de controlar e administrar nosso meio.
Quem está no meio educacional entende realmente as reais necessidades das escolas atuais. Paulo Freire é um divisor de águas porque apenas não abrange os aspectos relativos à alfabetização, mas também alcança o que é importante para nos formarmos como cidadãos. Desta forma, é imprescindível citá-lo.
Há quem diga que a transformação deva partir dos professores; pois estes têm a percepção de olhar em si mesmos com humildade e assim começar o processo de mudança.
Então, cabe aqui comentar sobre o texto apresentado para análise: Dentro da escola divulgado pela Folha de São Paulo no dia 02 de fevereiro do corrente ano.
A escola brasileira ainda, ao meu entendimento, não reconheceu que deve procurar um caminho. Caminho este que levaria-a desenvolver uma proposta mais centrada na realidade.
Observemos o que diz Paulo Freire:
Educar não é mera transferência de conhecimento, mas sim conscientização e testemunho de vida, senão não terá eficácia.
Com isso a escola necessita estimular a aprendizagem do aluno, despertando a curiosidade e encontrando meios de motivá-lo para que o estudo se torne mais interessante.
Mas é necessário entender o porquê da existência de professores insatisfeitos e ausentes. Muitos, como presenciamos, afirmam estar cansados por lecionar para diversas turmas a fim de terem um sálario que atenda as demandas de seus consumos. Outros, ainda dizem não ter os devidos reconhecimento e valorização a uma profissão tão desgastante. Ainda têm aqueles que vão além: reclamam dos problemas de disciplinas; hoje há uma exigência incomparável com a dos tempos atuais.
No que tange a administração escolar (especificamente nas atribuições da direção, supervisão escolar, orientação educacional e coordenação pedagógica) os papéis se invertem, tendo estes que atender o lado burocrático não sobrando muito tempo à dedicação de projetos pedagógicos voltados para o desenvolvimento educacional.
Assim, para que estes e outros obstáculos sejam ultrapassados é preciso uma postura de mudança. Eis aqui as tais mudanças: escolas mais ativas e participativas.
Segundo Juan Dehal, professor da Cátedra de Psicologia Evolutiva e da Educação de Madri:
As escolas precisam promover uma mudança em três pontos fundamentais: nos conteúdos, na forma de organização e na função do professor.
Fazendo uma análise ao que foi mencionado quanto aos conteúdos deve-se partir das perguntas que os alunos fazem a si mesmo. De que adianta estudar a Revolução Industrial se a criança não a vê como problema, isto porque ainda não se preocupa aparentemente com este tipo de assunto? Seguindo, a escola deve preocupar-se com os vínculos no meio social. Para isso precisa estar aberta para a comunidade. Além do mais a escola está vinculada ao passado. Ela precisa voltar-se ao futuro e investir nos professores, por exemplo.
Em suma, para que se alcance o objetivo, uma melhor educação, se faz necessário construir novas políticas educacionais.
Mediante o novo milênio é preciso, de fato, olhar a educação sob novos ângulos.
Desta forma, uma nova educação surgirá e assim o verdadeiro desenvolvimento acontecer.
Referências:
ALVES, Maria Leila. O papel equalizador do regime de colaboração estado-município na política de alfabetização. 1990. 283 f. Dissertação (Mestrado em Educação) - Universidade de Campinas, Campinas, 1990. Disponível em: <http://www.inep.gov.br/cibec/bbe-online/>. Acesso em: 28 set. 2001.
DEHAL, Juan. A escola dos nossos sonhos. Disponível em: <http://www.crmariocovas.sp.gov.br>. Acesso em 15 jun. 2010.
GORHARDT, Ana Flávia L. M. O ideal e o real na escola brasileira. Disponível em: <http://www.duplipensar.net>. Acesso em 15 de jun de 2010.
MOURA, Lucilene Tolentino. Repensando a educação. Disponível em: <http://www.duplipensar.net>. Acesso em 15 de jun de 2010.





























