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Alfabetização no Ensino Fundamental de 09 Anos

Autor: Fernanda F. Schneider, Gilcéia Beatriz F. Pesamosca, Dulce de A. Torres, Sonia Carolina A. de Domenico, Veridiana Almeida
Data: 10/01/2012

RESUMO

O presente artigo trata do ensino fundamental de 09 anos que faz uma retrospectiva histórica da extensão da obrigatoriedade da educação brasileira. Aborda a alteração da LDB nº 9394/96 dada pela Lei nº 11274/2006 onde amplia o ensino fundamental para 09 anos, já firmado pela Lei nº 11114/2005 a obrigatoriedade a iniciar-se aos seis anos. Faz-se a saber as discussões educacionais para a nova clientela do ensino fundamental nas quais enfatizam-se as práticas metodológicas de alfabetização em consonância com a Teoria da Psicogênese da Língua Escrita desenvolvida pelas pesquisadoras Emília Ferreiro e Ana Teberosky nos anos 80. A fim de verificar como está acontecendo a alfabetização para essas crianças permeou uma pesquisa de campo com observações e questionários às professoras alfabetizadoras do 1º ano da Escola Pólo do município de Estrela Velha do Estado do Rio Grande do Sul confrontando com pesquisa bibliográfica sobre o tema. Aplicou-se um exercício de escrita espontânea as crianças do 1º ano para constatar as hipóteses de construção da língua escrita encontrando-se nas hipóteses pré-silábica e silábica. Averiguou-se que o método utilizado pelas alfabetizadoras é o fônico. Porém, constatou-se que independente do método de alfabetização utilizado é necessário que se preserve a infância da criança sob os aspectos físico, intelectual, psicológico, afetivo e social. Com isso o alfabetizador deve compreender como se dá o processo de construção da língua escrita pelas crianças do primeiro ano.

INTRODUÇÃO

No atual cenário educacional brasileiro, em meio as recentes alterações na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional- LDB nº 9394/96 dadas pela Lei nº 11114 de 2005 e Lei nº 11274 de 2006, observam-se amplos debates e estudos acerca da temática: Ensino Fundamental de 09 Anos. Tais alterações antecipam a escolaridade obrigatória a iniciar-se aos seis anos de idade e ampliam o ensino fundamental para 09 anos de duração.

Diante dessa temática torna-se necessário uma investigação acerca do problema emergente: Como acontece a alfabetização das crianças de 06 anos de idade inclusas no 1º Ano do Ensino Fundamental de 09 anos? Para isso são traçados alguns objetivos em resposta ao problema levantado. Dentre eles, um breve estudo da legislação educacional brasileira quando trata da extensão da obrigatoriedade e marco etário; a leitura e escrita numa concepção histórica; os métodos de alfabetização e verificação do processo de alfabetização das crianças do primeiro ano.

A metodologia adotada aliou estudos de pesquisa bibliográfica e de campo. A pesquisa bibliográfica envolveu os teóricos como Emília Ferreiro, Ana Teberosky, Maria Mortatti, Nelson Piletti, site do Ministério da Educação, dentre outros documentos oficiais que abordavam o tema. A pesquisa de campo envolveu duas turmas do primeiro ano do ensino fundamental somando vinte e oito crianças da escola pólo do município de Estrela Velha, do Estado do Rio Grande do Sul. Esta consistiu na análise dos resultados encontrados através de questionários, observações e aplicação de atividade de escrita espontânea confrontando com os estudos bibliográficos.

Nesse viés, constatou-se o método fônico de alfabetização adotado pelas alfabetizadoras das turmas pesquisadas. Porém, percebe-se que independente de qual seja o método utilizado é importante que o alfabetizador compreenda como as crianças do primeiro ano concebem o processo de construção da língua escrita.

Para tanto é abordado a teoria da Psicogênese da Língua Escrita desenvolvida por Emília Ferreiro e Ana Teberosky. É através dessa teoria que conceituou-se os níveis de assimilação elaborados pelos alunos do primeiro ano em relação a construção da leitura e escrita.  Por ser início de ano letivo destacou-se que alguns alunos elaboravam a hipótese pré-silábica e outros de maior idade que já superavam esta fase e ampliavam suas concepções cognitivas para a hipótese silábica.

Torna-se fundamental neste primeiro ano de escolaridade obrigatória a preservação da infância considerando o pleno desenvolvimento integral dos alunos sob os aspectos: físico, intelectual, psicológico, afetivo e social. Nisso conta como sendo a base para que ocorra o processo de alfabetização significativo visando o sucesso do desempenho escolar independente do método de alfabetização adotado.


1. ESCOLARIDADE OBRIGATÓRIA NA EDUCAÇÃO BRASILEIRA

Desde a primeira Constituição Brasileira outorgada em 1824 por D. Pedro I observa-se a lentidão do processo de extensão da obrigatoriedade escolar.

Na Constituição de 1824 apenas firmava a instrução primária gratuita a todos os cidadãos a qual ignorou o princípio da obrigatoriedade.

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