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  •  Ordenada: movimentos longitudinais e circulares; coordenação viso-motora. A figura humana pode aparecer de maneira imaginária, pois aqui existe a exploração do traçado; interesse pelas formas.
    Nessa fase inicia-se o jogo simbólico: "eu represento sozinho". Ocorre a mudança de movimentos; formas irreconhecíveis com significado; atribui nomes, conta histórias. A figura humana pode aparecer de maneira imaginária, aparecem sóis, radiais e mandalas. Dentro da fase pré-operatória, aparece a descoberta da relação entre desenho, pensamento e realidade. Quanto ao espaço, os desenhos são dispersos inicialmente, não relaciona entre si. Então aparecem as primeiras relações espaciais, surgindo devido à vínculos emocionais. A figura humana torna-se uma procura de um conceito que depende do seu conhecimento ativo, inicia a mudança de símbolos. Quanto a utilização das cores, pode usar, mas não há relação ainda com a realidade, dependerá do interesse emocional. Dentro da expressão, o jogo simbólico aparece como: "nós representamos juntos". Já conquistou a forma e seus desenhos têm a intenção de reproduzir algo. Ela também respeita melhor os limites do papel. Mas o grande salto é ser capaz de desenhar um ser humano reconhecível, com pernas, braços, pescoço e tronco.
    De acordo com Piaget (1948), no estágio pré-esquemático, que inicia-se por volta dos quatro anos e se estende até os sete anos. Após esta fase a criança com idade entre sete e nove anos entra no estágio esquemático, e após os nove anos passa para o estágio do realismo nascente, vale ressaltar que estes estágios compreendidos entre os sete e onze anos estão dentro do período das operações concretas. Estes estágios não são estáticos, imutáveis, existem crianças que pulam alguns estágios de desenvolvimento e  crianças que param de se desenvolver devido a vários fatores que influenciam em sua vida, como deficiências física ou mental, como família, situação social e econômica ou distúrbios psicológicos.
    Gardner(1999) faz uma abordagem cognitiva baseada em Piaget, e uma análise afetiva, baseada em sistemas de simbolização. Este autor considera que o desenvolvimento do desenho infantil, divide-se em quatro movimentos. São movimentos que mantêm sua essência, sendo maleáveis e modificando-se mediante as intervenções externas, ou seja, pelo meio sócio-cultural, pela família e pelo educador. Há necessidade de que haja uma compreensão desses quatro movimentos e de tudo que os envolvem porque cada um tem sua beleza e significação. Estudá-los é estar se fundamentando para poder fazer uma boa leitura da expressão artística da criança.
  • 2. O desenho e o processo de alfabetização

    A partir dos estudos realizados é possível dizer que existe uma estreita relação entre a evolução da escrita e a do desenho. Para Ferreiro citada por Ribeiro (2007) a aprendizagem da língua escrita á a construção de um sistema de representação, assim como o desenho. A aprendizagem, nesse enfoque, converte-se na apropriação de um novo objeto de conhecimento, ou seja, em uma aprendizagem conceitual. [...] para conhecer os objetos, é preciso agir sobre eles de maneira a decompô-los e a recompô-los. (PIAGET, 1948, p.8)

    [...] para que a criança se aproprie do sistema de representação da escrita, ela terá que reconstruí-lo, diferenciando os elementos e as relações próprias ao sistema, bem como a natureza do vínculo entre o objeto de conhecimento e a sua representação. (PILLAR, 1996, p.32)


    As pesquisas realizadas por Emília Ferreiro indicam que cada sujeito, no processo de construção da escrita, parece refazer o caminho percorrido pela humanidade, qual seja: Pictográfica: forma de escrita mais antiga que permitia representar só os objetos que podiam ser desenhados: desenho do próprio objeto para representar a palavra solicitada. Ideográfica: consistia no uso de um simples sinal ou marca para representar uma palavra ou conceito: uso de símbolos diferentes para representar palavras diferentes. Logográfica: escrita constituída por desenhos, referentes ao nome dos objetos e não ao objeto em si.

    Assim como as primeiras civilizações faziam inscrições na pedra e a "escrita" representava o próprio objeto, para Ferreiro citada por Ribeiro (2007), a criança associa o significante ao significado. Sendo assim, considerando a escrita como sistema de representação, a autora observa que [...] quando uma criança começa a escrever, produz traços visíveis sobre o papel, e além disso, e fundamentalmente, põe em jogo suas hipóteses acerca do significado mesmo da representação gráfica. (RIBEIRO, 2007,p. 40)

    Na pesquisa realizada por Emília Ferreiro e Ana teberosky (1999) sobre a aquisição do sistema de escrita, concluiu que havia níveis nesse desenvolvimento. Os níveis descritos pelas autoras são: pré-silábico, silábico, silábico-alfabético e alfabético.

    O nível Pré-silábico I, em m que a criança acredita que escrever é reproduzir ou imitar os traços da escrita do adulto. Nesta etapa a criança pode ter a intenção de produzir marcas diferenciando desenhos de letras ou outros códigos, mas sua escrita ainda não pode funcionar como um veículo informativo.e Pré-silábico II. Se a forma básica de escrita que a criança tem contato for letra de imprensa, fará rabiscos separados, com linhas retas e curvas; se for letra cursiva fará rabiscos ondulados.

    No nível pré-silábico II a criança já usa letras ou criam pseudoletras, quando ainda não dominam as letras convencionais do nosso alfabeto para escreverem algo. A criança pensa que é possível ler nomes diferentes com grafias iguais; Posteriormente a criança  nega esta sua hipótese, porque acredita que, para ler nomes diferentes, eles devem ser escritos com letras diferentes.

    Ainda de acordo com Ferreiro e Teberosky (1999), a criança passa por uma fase em que ocorre o que denomina eixo quantitativo da escrita. A criança, de um modo geral, exige um mínimo de três letras para o escrito ser uma palavra. As palavras como pé, sol, rua, lar e outras, segundo ela não poderão ser lidas porque tem poucas letras. São rejeitadas, em função do critério interno de quantidade. O adulto que, normalmente, lê artigos, preposições, conjunções e outros, jamais suspeitariam desse critério que a criança utiliza. Daí a ênfase de Emília Ferreiro no sentido de que o processo de alfabetização tem que ser visto do ponto de vista de quem aprende (aluno) e não daquele que ensina (professor).

    Segundo as autoras, a criança pode vir a passar por momentos onde afirmam que para que se possa ler ou escrever uma palavra, torna-se necessário, também, variedade de caracteres gráficos. As palavras que possuem letras iguais são também rejeitadas. A criança acredita que "não servem para ler". De acordo com este critério de variedade, para possibilitar a leitura, é preciso haver letras variadas nas palavras.

    Outro ponto a ressaltar, é que numa determinada fase, a criança não separa letras de números. Costuma, às vezes, escrever colocando numerais junto às letras, já que ambos envolvem linhas retas e curvas. A característica observada é que a criança acredita que os nomes das pessoas, animais ou objetos devem ter nomes grandes. Por conseguinte, as coisas pequenas terão nomes pequenos. É o que chamamos de realismo nominal lógico.

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