Artigos Pedagógicos
  Avaliação Educacional
  Escola Digital
  Educação a Distância
  Educação Inclusiva
  Educação Infantil
  Estrutura do Ensino
  Filosofia da Educação
  Jovens e Adultos
  Pedagogia Empresarial
  Outros Assuntos
 História da Educação
 Linhas Pedagógicas
 Metodologia Científica
 Projetos/Planejamento
 Biografias
 Textos dos usuários

 Listar Todas
 Por Níveis
  Educação Infantil
  Ensino Fundamental I
  Ensino Fundamental II
 Por Disciplinas
  Matemática
  Língua Portuguesa
  Ciências
  Estudos Sociais
  Língua Inglesa
  Língua Espanhola

 Jogos On-line
 Desenhos para Colorir
 Contos e Poesias

 Glossário
 Laifis de Educação
 Estatuto da Criança
 Indicação de Livros
 Links Úteis
 Publique seu Artigo
 Fale Conosco

 
Busca Geral

 

  
O Acompanhamento Familiar no Desenvolvimento Educacional da Criança

Autor: Ediana Costa Pereira e Marilene Santos da Silva
Data: 29/11/2011

Resumo:

Este artigo tem como objetivo analisar o acompanhamento familiar no desenvolvimento educacional da criança. Consiste em uma pesquisa bibliográfica e de campo no enfoque fenomenológico com abordagem qualitativa. Os dados foram coletados através de entrevista semi-estruturada realizada com uma professora do 4º ano do ensino fundamental de uma escola pública municipal do município de Davinópolis- MA. A pesquisa revelou que um dos grandes desafios enfrentados pelo professor na sala de aula é a falta de acompanhamento familiar.

1 INTRODUÇÃO

A família é a base de formação e construção do ser na sociedade, sendo o ponto de referência da criança, que antes mesmo de nascer, seus pais já possuem um pré-planejamento para designar como essa criança vai aprender, descobrir e apropriar-se dos conhecimentos da maneira mais sensata possível para construir sua identidade, integrando-se na sociedade como ser crítico e participativo em busca da melhoria do meio social em que vive, dessa forma a família como precursora e incentivadora da construção da autonomia desse ser, deve sempre possuir tempo para participar e interagir com as instituições que auxiliam nessa formação.

Família e escola devem manter parceria, pois, é através delas que a criança consegue desenvolver-se satisfatoriamente, expressando seus sentimentos, satisfazendo suas necessidades, interesses e desejos, reconstruindo um novo mundo. Portanto, é de primordial importância, que a família e a escola estabeleçam momentos de interação e discussão sobre a educação da criança ficando a cargo de cada um assumir suas responsabilidades e trabalhando em conjunto para que se obtenha bons resultados.

Assim, o presente artigo procura demonstrar a importância do acompanhamento familiar para o desenvolvimento educacional da criança, considerando alguns aspectos como a educação familiar, o acompanhamento da família nas atividades escolares e a participação dos pais nas reuniões, que contribuem para a aprendizagem escolar da criança.

Em virtude disso, este ensaio pauta-se em uma pesquisa bibliográfica e de campo, baseadas nas teorizações de Tiba (1998), Piletti (1995), Leite (1972) dentre outros, utilizando o enfoque fenomenológico e abordagem qualitativa para analisar como o acompanhamento familiar auxilia no desenvolvimento educacional da criança.

2 A FAMÍLIA COMO BERÇO DA CONSTRUÇÃO INICIAL DO IDENTIDADE DO SER HUMANO

A família é o ponto de referência na construção do ser. Dessa forma vale analisar e refletir sobre a formação familiar atualmente, o conceito, visão e seu papel.

A constituição brasileira de 1988 explicita que a família é à base da sociedade (art.226). Como em poucos anos a sociedade mudou muito, com a organização familiar não foi diferente. Os modelos de família hoje se diferem bastante dos antepassados, isso ocorreu devido a modernização e evolução das pessoas perante a humanidade que a cada dia que passa desconstrói valores antigos construindo novos valores (LEITE, 1972).

Analisando a sociedade antiga, de acordo com Leite (1972), percebe-se que, na formação familiar preservava-se a instituição família conservando as propriedades e o título de nobreza, ocasionando assim o casamento forçado para a mulher, formando então uma família onde a mulher deve servir o homem, cuidar da casa e dos filhos, ficando a cargo do marido trabalhar para sustentar a família. Tudo isso acontece por causa da sociedade machista que predominava naquela época na qual, as mulheres deveriam ser submissas ao homem e ocupar-se do trabalho doméstico, dedicando-se ao máximo para manter os laços de afetividade na família e status passando a ideia de que todos viviam bem, felizes e unidos.

Com a chegada dos processos paralelos de industrialização e urbanização, a ampliação da faixa de alfabetização, começa a surgir uma nova ideologia que sustenta a ideia de que o indivíduo vale por aquilo que faz e não pelo o que seus antepassados fizeram. Assim surge um novo ideal de família, baseado na escolha afetiva de jovens, com o objetivo de realização da felicidade individual, dando significado ao sentimento amoroso e construção pessoal (LEITE, 1972). Sendo assim distinguem-se novas constituições familiares, além da tradicional família nuclear composta por pai, mãe e filhos, que é idealizado nas instituições educacionais, no qual cada membro cumpre sua função específica, encontram-se situações familiares variadas: pais separados e filhos vivendo com apenas um deles; novos casamentos e meio-irmãos; crianças que moram com avós ou tios, lar desunido, pais alcoólatras etc. famílias que são consideradas desestruturadas e que apresentam diferentes situações afetivas. Desse modo, percebe-se que não existe um único modelo de família, pois a instituição familiar, como qualquer outra entendida como criação humana, está sujeita a determinações históricas e culturais, e como tal sofre modificações ao longo do tempo podendo constituir-se tanto em meio à solidariedade, afeto e segurança, quanto em um espaço de conflitos e disputa.

Diante disso, a sociedade passa a ter outro olhar sobre a família, onde homem e mulher começam a dividir os mesmos direitos e obrigações, a mulher passa a ser mais valorizada e começa a ganhar valor no meio social, inserindo-se no mundo do trabalho demonstrando suas capacidades. Uma vez que nosso modelo de sociedade, caracterizado por situações de injustiça e desigualdade, também cria famílias que lutam com muita dificuldade pela sobrevivência (PILETTE, 1995). Com todo esse crescimento e desenvolvimento da sociedade, os membros da família ocupam-se de tarefas que tomam grande parte de seus tempos, pois, ambos estão em busca de construir algo melhor que promova o bem estar da família que quer sempre viver em um ambiente confortável e bem estruturado. Em busca desse conforto, alguns devem sofrer um sacrifício e na maioria das vezes os mais atingidos são os filhos, sendo assim, percebe-se que os casais hoje veem diminuindo cada vez mais o número de filhos na família, optando por no máximo dois filhos para que se tenha um lar bem estruturado.

  Próxima

Curta nossa página nas redes sociais!

 

 

Mais produtos

 

Sobre Nós | Política de Privacidade | Contrato do Usuário | Anuncie | Fale Conosco

Copyright © 2008-2014 Só Pedagogia. Todos os direitos reservados. Desenvolvido por Grupo Virtuous.