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Em 1963, Paulo Freire integrou o grupo para a elaboração do Plano Nacional de Alfabetização junto ao Ministério da Educação, processo interrompido pelo Golpe Militar, que reduziu a alfabetização ao processo de aprender a desenhar o nome. O Governo importou um modelo de alfabetização de adultos dos Estados Unidos, de caráter evangélico: a Cruzada ABC (Ibid).

Com um conteúdo acrítico e material padronizado, além de não garantir a continuidade dos estudos, o Mobral - Movimento Brasileiro de Alfabetização - criado em 1967, foi mais um programa que fracassou (SACRAMENTO, 2008). Pois em 15 anos reduziu em 7,8% o número de analfabetos, resultado modesto pela quantidade de recursos gastos. (CAFÉ, 1966)

Em 1985, na Nova República, nasceu a Fundação Educar, com o objetivo de acompanhar e supervisionar as instituições e secretarias que recebiam recursos para executar seus programas. Foi extinta em 1990, quando ocorreu um período de omissão do governo federal em relação às políticas de alfabetização de jovens e adultos. Contraditoriamente, a Constituição de 1988 estendeu o direito à educação para jovens e adultos. "a educação é direito de todos e dever do Estado e da família..." (Artigo 205) e ainda, ensino fundamental obrigatório e gratuito, inclusive sua oferta garantida para todos os que a ele não tiveram acesso na idade própria. (Constituição Federal de 1988 - Artigo 208).

Em consonância com a Constituição, a Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996, estabelece que "O dever do Estado com educação escolar pública será efetivado mediante a garantia de ensino, obrigatório e gratuito, inclusive para os que a ele não tiveram acesso na idade própria". (Artigo 4)

Em 1996 foi lançado o PAS - Programa de Alfabetização Solidária - polêmico por utilizar práticas superadas, como o assistencialismo. Em 1998, com o objetivo de atender às populações nas áreas de assentamento, foi fundado o PRONERA - Programa Nacional de Educação na Reforma Agrária - e, em 2003, o governo Lula lançou o programa Brasil Alfabetizado, que dá ênfase ao voluntariado, apostando na mobilização da sociedade para resolver o problema do analfabetismo (SACRAMENTO, 2008).

Cabe ressaltar que não houve uma preocupação eminentemente cronológica dos fatos, mas após esta breve contextualização sobre a EJA (educação de jovens e adultos) é inegável o fato de que a alfabetização de adultos é parte da historia da humanidade. Sendo assim, pode-se perceber facilmente, toda a problematização ocorrida com esta modalidade de ensino e com seus atores.

O desafio atual da EJA é reconhecer os jovens e adultos como sujeitos formados de conhecimento para além das teorias curriculares da prática docente. É inserir a teoria na contextualização da aula, elaborando novas formas de pensar, investir e agir em EJA renovando-á junto à realidade do aluno e para o interesse destes.

Nesse sentido, este trabalho busca apontar alguns pontos críticos e desafios  analisados durante o estágio de observação em uma sala de Educação de Jovens e Adultos na Escola Municipal Manoel Januário Carvalho na cidade de Palestina - AL.

2. Estado Da Arte

Olhando para a historia da EJA é fácil perceber a herança marcante para o sistema educacional atual, sobretudo que a mesma não se restringe apenas ao campo educacional, mas abarca também todos os domínios da vida social.

A EJA é antes de tudo um caminho de socialização e conscientização do ser, enquanto sujeito inserido e agindo na sociedade, que constrói o mesmo a partir da realidade cotidiana e do conhecimento. No entanto, esta modalidade de ensino ainda sofre preconceitos e discriminações, sendo desvalorizada e rotulada como uma educação para "burros e pobres", como nos revela Torres (1995, p.28):

[...] "uma educação tapa buracos", destinada a remediar as falhas do sistema social e educativo, encarregada de ensinar aqueles adultos que deveriam ter aprendido na escola quando crianças; [...] uma educação de pobres para pobres, como remédio, uma educação compensatória. 

As formas através as quais a sociedade seleciona, classifica , distribui, transmite e avalia o conhecimento educativo considerado públicos refletem a distribuição do poder e dos princípios de controle social (Bernstein, 1971:47). Arroyo (2001, p.10) ainda complementa que "os olhares sobre a condição social, política, e cultural dos alunos de EJA têm condicionado as diversas concepções de educação que lhes é oferecida [...]".

Ou seja, significando que se o aluno tem condições econômicas precárias ela consequentemente merecerá uma má educação também.

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