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Inclusão na Práxis

Autor: Deise Cristina Mônico de Sousa, Eliane Ferreira Pereira, Juliana Azevedo Teixeira
Data: 16/04/2009

RESUMO

Este artigo tem por finalidade abordar as grandes barreiras encontradas pelos deficientes na sociedade quando se trata de escola regular, mercado de trabalho e preconceito. A sociedade não está preparada para receber os deficientes. A começar pela escola, que não tem condições físicas e tampouco professores preparados para atendê-los.

"Nenhum obstáculo será superado se não agirmos com coragem."
(Autor desconhecido)

PALAVRAS- CHAVE

Inclusão, sociedade, direitos, transformação, diferenças, individualidade.

INTRODUÇÃO

Inclusão, uma palavra que "chama" toda a sociedade (escolas, empresas e cada um de nós) à mudança de atitude, de postura de paradigmas, a fim de lutarmos e trabalharmos para que os direitos das pessoas com deficiências sejam cumpridos.

A inclusão dos alunos com deficiências em turmas de educação regular é uma questão de consciência dos limites e benefícios que tal prática poderá trazer para a comunidade. É impossível que este assunto continue sendo tratado com discriminação e descaso pela sociedade e pelas autoridades que precisam, na verdade, abraçar essa causa.

Constata-se que a falta de informação contribui para a exclusão. Muitas vidas estão sendo desprezadas, privadas de novos conhecimentos e das relações sociais. É preciso respeitar a diferença do deficiente e encará-la como realidade.

Percebe-se que o mercado de trabalho não está fácil para o deficiente físico. Dois fatores contribuem para essa triste constatação: o preconceito e a falta de qualificação.


FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

De acordo com Fonseca,

 "A criança deficiente é a criança que se desvia da média ou da criança normal em: características mentais; aptidões sensoriais; características neuromusculares e corporais; comportamento emocional; aptidões de comunicação; múltiplas deficiências, até a ponto de justificar e requerer a modificação das práticas educacionais ou a criação de serviços de Educação Especial no sentido de desenvolver ao máximo suas capacidades." (FONSECA, 1995, p. 25)

Então, por que não aproveitar a escola regular, seus recursos pedagógicos e até mesmo o relacionamento entre as próprias crianças para desenvolver as capacidades individuais, quebrar o preconceito e fazer da inclusão uma realidade no cotidiano escolar, nas práticas educacionais, como também no relacionamento em sociedade?

INCLUSÃO DA PRÁXIS

Falar em inclusão na sociedade atual não é tarefa fácil. A consciência da necessidade de inclusão gera, na maioria das vezes, um sentimento de defesa por parte das pessoas.  Assim, torna-se uma luta a tentativa de ultrapassar as barreiras que separam os alunos das escolas regulares, dos alunos com deficiência.

O princípio democrático da educação para todos só se evidencia nos sistemas educacionais que se especializam em atender a todos os alunos, não apenas a alguns deles.

Pretende-se, neste artigo, desmistificar a ideia de as pessoas necessitem ter pena das crianças especiais. Elas certamente não precisam disso, pois  possuem direitos, existem, sentem, pensam, criam e são tão capazes e inteligentes quanto as outras crianças.

Hoje, os alunos que possuem necessidades especiais ainda são inseridos nas escolas regulares com algumas restrições. Contudo, a tendência é que as barreiras  existentes venham a ser desfeitas, pois não é possível que uma sociedade que fale tanto em justiça e em direitos humanos continue a marginalizar  aqueles que fazem parte de seu contexto. Na maioria das vezes, os professores de escolas regulares e os de escolas de Educação Especial limitam-se a questionar apenas as diferenças, a maneira de trabalhar nas duas situações e a quebra de rotina.

"... nas salas de aula integradas, todas as crianças enriquecem-se por terem a oportunidade de aprender uma com as outras, desenvolvem-se para cuidar uma das outras e conquistam as atitudes, as habilidades e os valores necessários para nossas comunidades apoiarem a inclusão de todos os cidadãos."
(Staimback, 1999, p.22) 

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