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A Relevância do Uso de Jogos e Brincadeiras como Recurso Pedagógico para o Desenvolvimento da Criança.

Autor: Polyana dos Santos Sousa
Data: 02/01/2012

RESUMO:

O presente trabalho discute a utilização do lúdico na educação infantil.  Tem como objetivo analisar o uso dos jogos e brincadeiras como recurso pedagógico de maneira que contribua para o desenvolvimento das crianças. Constituiu em uma pesquisa bibliográfica com base na análise documental. É subsidiado nos estudos de Ariès (1981), Brougère (1998), Huinzinga (2010), Kischimoto (2003), Vigotsky (1998), Bomtempo (2009) dentre outros que foram relevantes para a realização deste trabalho. A intenção é chamar atenção dos educadores para a utilização dos jogos e brincadeiras como recurso pedagógico visando o pleno desenvolvimento das crianças através do brincar.

1 INTRODUÇÃO

Na sociedade sempre houve significativas mudanças, no dia a dia, nos costumes das pessoas e também das crianças, porém com o advento do capitalismo essas mudanças ocorrem de forma assustadora, no qual é dado o valor maior ao TER do que ao SER.  Com isso cresce a necessidade dos pais trabalharem mais para possibilitarem aos filhos uma vida melhor (e por isso não têm tempo de jogar e brincar com as crianças e quando têm, querem descansar); a correria desenfreada para preparar precocemente as crianças para o mundo do trabalho (cursos de inglês, espanhol, informática...); as novas tecnologias que fazem os brinquedos diferentes e mais interessantes, que acabam impossibilitando o contato com outras crianças (é apenas a criança e o jogo do computador; do videogame; do celular, e mais ninguém).

E a utilização dos jogos e brincadeiras como recurso pedagógico podem contribuir para o desenvolvimento das crianças, já que levando esse recurso para o aspecto social, é de grande valia mencionar que esse recurso favorece aspectos que a criança precisará ao longo de sua vida, como: aprender a resolver problemas, respeitar regras, interagir socialmente, desenvolver sua autoconfiança, ter empatia. O que se percebe na atual sociedade é que as crianças brincam cada vez menos por inúmeros motivos: por ter que trabalhar, por ter que estudar para tirar notas altas, por não ter com quem brincar, dentre inúmeros motivos, diante disso os infantes estão crescendo com agressividade, estressados, individualistas, egoístas e até depressivos, ocasionados muitas vezes pela ausência do brincar na infância que é a atividade mais natural de agir e se expressar.

E no aspecto educacional fazem parte do processo de formação do ser humano, isto porque através da observação de uma criança brincando é possível descobrir o estado de anímico, o temperamento, o desenvolvimento motor, afetivo, social e cognitivo; dessa forma facilitará o trabalho pedagógico dos professores de forma eficiente ajudando seus pequeninos a crescerem sem nenhum prejuízo.

2 O LÚDICO NA EDUCAÇÃO INFANTIL

A palavra lúdico é de origem latina ludus que quer dizer jogo e brincar, neste último está incluído jogos, brinquedos e divertimento. Huinzinga (2010) estudou o jogo em várias culturas, concebendo-o como fenômeno cultural; nas suas pesquisas procurou mostrar que o lúdico sempre esteve presente nas diferentes culturas, através do jogo, da arte, da diversão e de outras manifestações humanas, para ele é no jogo e pelo jogo que a civilização surge e se desenvolve.  Neste contexto percebemos que o lúdico sempre esteve presente na humanidade, e que os jogos podem aparecer de forma diferente dependendo do contexto social que está inserido e o sentido que a sociedade lhe atribui. Desse modo Kischimoto (s/d, p.108) nos revela que "[...] cada contexto social constrói uma imagem de jogo conforme seus valores e modo de vida, que se expressa por meio da linguagem".

Os jogos e as brincadeiras como elementos lúdicos, apesar de serem artefatos sempre presentes na humanidade, não tinham a conotação que se têm hoje, já que eram considerados como frívolos e sua finalidade se restringia apenas à recreação, não levando em conta sua rica contribuição para a aprendizagem das crianças, já que, através deles elas têm a oportunidade de se expressarem, de assimilarem conhecimentos e de construírem sua realidade.

Atualmente já existe a preocupação de aproximar o lúdico à educação, por considerar que o brinquedo, as brincadeiras e os jogos fazem parte da essência da criança, e que através deles elas podem pensar, criar, simbolizar e aprender, fazendo com que  as atividades lúdicas  tenham sentido e significado. Huinzinga (2010) define o lúdico como ilusão e simulação, na qual a criança é capaz de simular um outro mundo só para ela, onde ela pode desenvolver suas diversas fantasias.

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