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Africanidade, Exclusão e Leis No Brasil (página 5)
Considerações finais
O conjunto dos estudos relativos à condição do negro no Brasil têm evidenciado novas e diferentes formas de exploração do afrodescendente ao longo dos anos. É notória a situação de inferioridade econômica e social dos negros em relação aos brancos. ?O racismo explica em parte porque a elite brasileira é esmagadoramente branca?, afirma Melissa Nobles (1999, p.05), pesquisadora americana da questão racial no Brasil e nos Estados Unidos. Com efeito, os afrodescendentes - cerca de 97 milhões no país, segundo dados do Censo 2010 - raramente ocupam cargos de chefia ou recebem salários iguais ou melhores que seus colegas brancos em cargos e circunstâncias semelhantes. Na universidade o negro durante muitos anos teve presença rara.
Há uma falsa democracia racial no Brasil, o que põe por terra o discurso do país onde as diferenças raciais convivem em perfeita harmonia. Entre nós a condição do negro sempre esteve associada à miséria e à criminalidade e assim permanece.
Apesar do crescente amparo legal à causa da inclusão dos afrodescendentes, a sociedade brasileira está estruturada de tal forma que as garantias legais nem sempre existem de fato para quem delas mais necessita, fazendo valer a advertência de Barbosa (1988, p. 72) no sentido de que "as leis no Brasil são distantes, mal conhecidas, muito numerosas e pouco cumpridas". Muitas vezes a lei proclama intenções dissociadas de sua exequibilidade. Prevalece, portanto, um contexto sócio-político onde pulula a impunidade, a ausência de fiscalização do efetivo cumprimento da lei e a má informação da população.
"Devemos construir uma sociedade na qual todos, negros e brancos, poderão andar de cabeça erguida, certos de seu inalienável direito à dignidade humana", foram as palavras de Nelson Mandela no dia de sua posse como primeiro presidente negro eleito na África do Sul. Que assim seja também no Brasil.
Há uma falsa democracia racial no Brasil, o que põe por terra o discurso do país onde as diferenças raciais convivem em perfeita harmonia. Entre nós a condição do negro sempre esteve associada à miséria e à criminalidade e assim permanece.
Apesar do crescente amparo legal à causa da inclusão dos afrodescendentes, a sociedade brasileira está estruturada de tal forma que as garantias legais nem sempre existem de fato para quem delas mais necessita, fazendo valer a advertência de Barbosa (1988, p. 72) no sentido de que "as leis no Brasil são distantes, mal conhecidas, muito numerosas e pouco cumpridas". Muitas vezes a lei proclama intenções dissociadas de sua exequibilidade. Prevalece, portanto, um contexto sócio-político onde pulula a impunidade, a ausência de fiscalização do efetivo cumprimento da lei e a má informação da população.
"Devemos construir uma sociedade na qual todos, negros e brancos, poderão andar de cabeça erguida, certos de seu inalienável direito à dignidade humana", foram as palavras de Nelson Mandela no dia de sua posse como primeiro presidente negro eleito na África do Sul. Que assim seja também no Brasil.
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Como referenciar: "Africanidade, Exclusão e Leis No Brasil " em Só Pedagogia. Virtuous Tecnologia da Informação, 2008-2026. Consultado em 11/01/2026 às 07:05. Disponível na Internet em http://www.pedagogia.com.br/artigos/africanidade_exclusao_leis/?pagina=4































