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Dislexia na educação infantil: um novo olhar

Autor: Solange Rodrigues Martins Camargo dos Santos, Sirlândia Teixeira
Data: 08/07/2020

É gratificante falar sobre dislexia, considerando-se a relevância do tema, pareado à  nossa experiência, em psicologia, psicopedagogia, educação física e  o escasso material de propostas para esta faixa etária, pois a maioria dos trabalhos disponíveis consideram a dislexia quando já instalada.

Neste sentido observa-se, na maioria dos casos, o estigma, isolamento, rebaixamento de autoestima que, junto a este quadro, torna mais difícil a intervenção.

Pensar em avaliar a dislexia, é pensar na possibilidade de uma avaliação que envolva dados qualitativos e quantitativos. Do ponto de vista qualitativo, devemos levar em conta entrevistas, observações, análise de relatos e os registros escolares. De acordo com as diretrizes da British Dyslexia Association a avaliação qualitativa deve incluir a observação de sinais que podem indicar dislexia.

Mas é importante lembrar que mesmo quando a criança apresentar um conjunto de sinais, tais sinais não quer dizer que  necessariamente a  criança é disléxica e sim que  podem indicar fatores de risco e, portanto, se a criança apresentar estes sinais (abaixo), ela deve ser encaminhada para um profissional.

De acordo com Capovilla e Capovilla (2002, p.63), os sinais que podem indicar dislexia na Educação Infantil são: Histórico familiar de problemas de leitura e escrita; Atraso para começar a falar de modo inteligível; Frases confusas, com migração de letras; "A gata preta prendeu o filhote” em vez de " a gata preta perdeu o filhote”; Impulsividade no agir; Uso excessivo de palavras substitutas ou imprecisas (como: coisa, negócio); Nomeação imprecisa (como "helóptero” para "helicóptero); Dificuldade para lembrar nomes de cores e objetos; Confusão no uso de palavras que indicam direção, como dentro/fora, em cima/embaixo, direita/esquerda; Tropeços, colisões com objetivos ou quedas frequentes; Dificuldade em aprender cantigas infantis com rimas; Dificuldade em encontrar palavras que rimam e em julgar se palavras rimam ou não; Dificuldade com sequencias verbais (como os dias da semana) ou visuais (como sequencias de blocos coloridos); Criatividade aguçada; Facilidade com desenhos e boa noção de cores; Aptidão para brinquedos de construção ou técnicos, como quebra-cabeças, lego, controle remoto de TV ou vídeo, teclado de computadores; Prazer em ouvir outras pessoas lendo para ela, mas falta de interesse em conhecer letras e palavras; Discrepância entre diferentes habilidades, parecendo uma criança brilhante em alguns aspectos, mas desinteressada em outros.
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Como referenciar: "Dislexia na educação infantil: um novo olhar" em Só Pedagogia. Virtuous Tecnologia da Informação, 2008-2020. Consultado em 28/11/2020 às 01:14. Disponível na Internet em http://www.pedagogia.com.br/artigos/dislexia_educacao_infantil/

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