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A Importância do Método ABA na Inclusão do Aluno com TEA na Educaçao Básica (página 2)


2. Metodologia

Para a elaboração deste artigo, foi utilizada a metodologia de pesquisa bibliográfica (revisão de literatura), através de livros impressos, documentos oficiais do Ministério da Educação, revistas e artigos científicos disponíveis e sites confiáveis.

Nos afirma Severino que, para a realização de pesquisa bibliográfica, é necessário o apoio de:
[...] registro disponível, decorrente de pesquisas anteriores, em documentos impressos, como livros, artigos, teses etc. Utilizam-se dados de categorias teóricas já trabalhadas por outros pesquisadores e devidamente registrados. Os textos tornam-se fonte dos temas a serem pesquisados. O pesquisador trabalha a partir de contribuição dos autores dos estudos analíticos constantes dos textos. (SEVERINO, 2007, p. 122).
Neste contexto, o presente artigo está fundamentado teoricamente nos conhecimentos de autores, pesquisadores, médicos conceituados nas áreas de Análise do Comportamento Aplicada, Transtornos Mentais e Neurologia da Infância e da Adolescência, que abordam o tema do Transtorno do Espectro Autista, Inclusão e Comportamento sendo eles : Sassaki (1999), Skinner (2003), Silva, Gaiato e Reveles (2012), Manual Diagnóstico DSM-5 (APA, 2014) Gaiato (2018) e Schwartzman (2019).

O artigo será dividido em 3 tópicos, organizado com os seguintes conteúdos:

- Explicação sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA)
- Das orientações ao docente da sala de aula comum do alunado com TEA.
- Conhecendo o método da Análise do Comportamento Aplicada (ABA), partindo do conceito de comportamento.

3. Desenvolvimento

3.1 Transtorno do Espectro Autista (TEA)

Atualmente os indivíduos com TEA, se fazem inseridos em escolas regulares, já não são mais privados da sociedade ou segregados perante o mundo em que vivem, há amparo legal para que o acesso à educação básica, seja de fato realizado ao público com deficiência, no qual se encontra o TEA, conforme a lei 12.764 de 27/12/ 2012 (BRASIL, 2012) que institui a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista na qual assegura em seu artigo 3º os diretos da pessoa com Transtorno do Espectro Autista especificando em seu item IV o acesso à educação.

Ao mesmo tempo, que este é um grande passo para o público com TEA, há também um impasse na atuação ao auxílio do desenvolvimento pleno do estudante, pois para que se aja a inclusão, é necessário que se construa conhecimento, que o aluno aprenda e se faça participativo diante das propostas realizadas pelo docente, pois Sassaki (1999, p.41) nos relata inclusão como um "processo pelo qual a sociedade se adapta para poder incluir, em seus sistemas sociais gerais, pessoas com necessidades especiais (...)"

Deste modo, se faz imprescindível primeiramente, entender o que venha a ser o TEA, para que a atuação dentro do âmbito escolar, possa ser de fato transformadora e eficaz. Assim Gaiato (2018, p.19) nos explica que o autismo "é conhecido como TEA – Transtorno do Espectro do Autismo, por apresentar vários sintomas diferentes de socialização inadequada, dificuldade de comunicação e interesses restritos"

Logo entende-se por TEA, indivíduos que têm dificuldade em fazer amizades, manter ou iniciar diálogos e que possuem comportamentos diferenciados das demais pessoas, sendo estes considerados de forma inconveniente, o que torna mais complexa as chances de interação entre seus pares.

Em relação as áreas afetadas pelo TEA, em comunicação social estes sujeitos (GAIATO, 2018, p. 22-23):
Não se interessam por coisas que as outras crianças propõem (brinquedos ou brincadeiras que não sejam do seu interesse) (...) Apresentam dificuldade em se relacionar socialmente de forma adequada(...) Aproximação de uma maneira não natural, robotizada, aprendida, e fracassa nas conversas interpessoais(...) Demonstrações de pouco interesse no que outra pessoa está dizendo ou sentindo (...) Integração pobre entre a comunicação verbal e a comunicação não verbal, contato visual e uma linguagem corporal. Dificuldade de entender a linguagem não verbal das outras pessoas, tais como expressões faciais (...) Dificuldade em se adaptar a diferentes situações sociais...

Na área de interesses e padrões repetitivos os indivíduos com TEA apresentam (SILVA, GAIATO E REVELES, 2012, P.18):
Os comportamentos das pessoas com autismo, assim como a socialização e a linguagem, possuem um espectro de gravidade e são divididos em duas categorias: 1. A primeira categoria trata-se de comportamentos motores estereotipados e repetitivos, como pular, balançar o corpo e/ou as mãos, bater palmas, agitar ou torcer os dedos e fazer caretas. São sempre realizados da mesma maneira e alguns pais até relatam que observam algumas manias na criança que desenvolve tais comportamentos.
Além dos prejuízos apresentados acima, o TEA traz consigo diferentes graus dentro do próprio espectro, o que nos faz refletir que cada indivíduo com TEA, não se iguala a outro com o mesmo transtorno, como nos relata Schwartzman (2019. p.2) ao ser entrevistado pelo Dr Drauzio Varella, entrevista está publicada pelo site Uol, sobre o assunto "autismo"  diz que "qualquer indivíduo que apresente esses sintomas, em maior ou menor grau, é caracterizado como autista."

Visto que o TEA é um transtorno repleto de singularidades, com diferentes níveis de grau, e inúmeras formas de se apresentar os comportamentos com prejuízos nas áreas afetadas, como esperar auxiliar na aprendizagem do mesmo, sem uma intervenção específica? Sem o conhecimento de métodos voltados para este público?

Infelizmente em algumas escolas de educação básica, o indivíduo que possui TEA num grau mais leve , é deixado a margem do que acontece dentro da sala de aula, justamente por ele "não dar trabalho", enquanto que em outros casos os alunos com TEA com grau mais elevado ficam apenas passeando pelo interior da escola, sem fazer uso de atividades pedagógicas que possam enriquecer e potencializar suas capacidades.

Embora esta seja uma parte da realidade, não podemos generalizar os fatos, mas precisamos refletir sobre as práticas docentes exercidas em sala em prol do desenvolvimento do aluno com TEA, para que a ação conjunta do docente da sala de aula comum, o docente do Atendimento Educacional Especializado, a família do educando, e a equipe de direção e coordenação escolar possam se unir como corresponsáveis pela construção do conhecimento do aluno com TEA.

E para que os docentes em sala de aula comum, possam intervir de forma mais assertiva em relação ao aluno com TEA, é necessário que o professor tenha em seu alcance orientações, que o auxilie no agir pedagógico diário, para que se faça valer o direito a uma educação com qualidade e equidade que o indivíduo com TEA, têm por garantia legal.

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Como referenciar: "A Importância do Método ABA na Inclusão do Aluno com TEA na Educaçao Básica" em Só Pedagogia. Virtuous Tecnologia da Informação, 2008-2020. Consultado em 16/02/2020 às 23:01. Disponível na Internet em http://www.pedagogia.com.br/artigos/metodoaba/?pagina=1

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