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Neurociência e as Novas Tecnologias para o Aprendizado Híbrido Escolar

Autor: Marta Relvas
Data: 20/05/2020

Como as metodologias híbridas, podem promover a aprendizagem significativa e o que tem a ver com os estudos do cérebro?

Diante de um novo aprendizado, o cérebro humano promove o que cientificamente é denominado de plasticidade neuronal, e as novas tecnológicas virtuais e digitais, disponibilizadas no cotidiano, promovem cada vez mais, novas conexões cerebrais. E a partir deste contexto, as tendências de novos aplicativos e dispositivos tornam-se cada vez mais acessíveis à palma da mão dos estudantes e professores.
    
Importante reconhecer, diante dessas necessidades digitais, que a escola, precisa estar nesse contexto dinâmico de aprendizagem, pois, é considerada, um ambiente "sagrado" para Educação, e necessita de renovação. Nos dias atuais é fundamental, se pensar em inovar o modelo de aprendizado escolar, refletindo como  proposta, a transformação dos estudantes em protagonistas, autônomos dos próprios conhecimentos

Sabe-se que os "novos cérebros" são hiperconectados, complexos, intuitivos, porém, o maior desafio para os educadores é como atender às necessidades específicas e encantá-los por meio das novas tecnologias e metodologias de ensino híbrido, se a maioria das  vezes as informações recebidas são obsoletas, para essas futuras gerações, pois muitas vezes, acabam não reconhecem o sentido e significado para aplicabilidade no cotidiano.

A escola, não pode apenas trocar os recursos didáticos e continuar com as aulas no modelo dos séculos passados, onde  professor é o centro da ensinagem e o aprendente, o receptor da informação. Quando o assunto é tecnologia, novas atitudes dos educadores precisam ser reavaliadas e adaptadas para atender as metodologias, denominadas de ativas, ou seja, o estudante, torna-se, responsável pelas suas trajetórias acadêmicas, e o professor, um orientador de possibilidades.

Precisa-se antes de tudo, rever os modelos escolares, diante da cultura da transmissão de conteúdos programáticos, do "copia e cola", e da reprodução de informações sem oferecer possibilidades reflexivas, diante do conhecimento "enlatado".

O ensino híbrido, ou  blended learning é uma das maiores tendências da Educação do século XXI, essa proposta, promove um mix  entre o aprendizado presencial e o on-line, ou seja, integrando a Educação à tecnologia, que vem permeando tantos os aspectos das aprendizagens dos estudantes e professores.

A sala de aula deixa de ser um "auditório", onde somente, o professor disserta sobre os seus saberes relacionados aos conhecimentos pertinentes, e passa a ser um "laboratório" de possibilidades, onde todos têm o direito  ao acesso das ferramentas digitais, para buscar assuntos inovadores que poderão e deverão ser orientados pelos docentes.

Na verdade, o estudante, investiga a informação, e por meio dela, navega em possibilidades para observar, analisar, refletir, criticar, podendo ter a oportunidade de desenvolver a metacognição e a curiosidade.  

A escola ao escolher a metodologia por meio da aprendizagem híbrida, ou seja,  nas modalidades presencial e a distância, usando as tecnologias digitais, por meio da plataforma on-line, precisa reconhecer que, por si só, essa metodologia, não garante a totalidade do aprendizado dos seus estudantes, mas, pode ser uma facilitadora desse processo ao permitir que o aprendente, encontre no ambiente digital, o que se precisa para ter uma visão global sobre o tema, e que possa aprender no seu ritmo, sem depender somente da explicação do professor. Novos tempos, novas modalidades no ensino, novas possibilidades no aprender.

A fim de iniciar esta reflexão é fundamental elucidar que o cérebro humano é um sistema aberto e plástico e, nesse âmbito, constata-se a relevância da presença dos estudos da neurociência na prática escolar da aprendizagem inclusiva e humanizadora, por meio das novas tecnologias.
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Como referenciar: "Neurociência e as Novas Tecnologias para o Aprendizado Híbrido Escolar" em Só Pedagogia. Virtuous Tecnologia da Informação, 2008-2020. Consultado em 28/05/2020 às 17:30. Disponível na Internet em http://www.pedagogia.com.br/artigos/neurociencia/

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