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O método analítico procede pelo conhecimento global e ideovisual. Parte do todo para o específico, ou seja, conhecer a palavra ou orações, para depois conhecer as partes que a compõe. O. Decroly apud Ferreiro e Teberosky (1999, p. 23) coloca que "no espírito infantil, as visões de conjunto precedem a análise". Considera-se ideovisual na qual é necessário começar com unidades significativas. É dele a palavração e a silabação. Trabalha-se a leitura e escrita da palavra, decompõe suas sílabas estabelecendo relações com sílabas de outras para formar outras palavras. 

Paulo Freire 1962 começou alfabetizar adultos utilizando este método, mas que complementou partindo de sua concepção de educação que liberta em que adotava  palavras geradoras considerando o repertório dos alfabetizandos e a partir desta valorização possibilitava a descoberta de outras palavras.

Porém, há os que apostam em utilizar os benefícios de ambos os métodos, surgindo o método misto. Um método flexível que respeita as possibilidades e potencialidades de cada aluno. 

No que tange os métodos de alfabetização citados, para crianças de seis anos é preciso considerar a competência lingüística e capacidade cognitiva em relação ao desenvolvimento físico, intelectual, psicológico, afetivo e social.


2. CRIANÇAS DE 06 ANOS NO ENSINO FUNDAMENTAL

A aprovação da lei complementar nº11274/2006, uma das metas do PNE para o ensino fundamental, institui a extensão do ensino fundamental para nove anos de freqüência obrigatória aos seis anos de idade que dentre a adequação da infra-estrutura escolar impõe novos desafios pedagógicos aos alfabetizadores.

Complementando, o PNE expõe sobre o atendimento as crianças de 06 anos no ensino fundamental que:

...requer planejamento e diretrizes norteadoras para o atendimento integral da criança em seu aspecto físico, psicológico, intelectual e social, além de metas para a expansão do atendimento, com garantia de qualidade. Essa qualidade implica assegurar um processo educativo respeitoso e construído com base nas múltiplas dimensões e na especificidade do tempo da infância...

Nesse atual contexto principalmente, as crianças menos favorecidas têm a chance de estarem incluídas na escola, pois as pertencentes da classe média ou alta já se encontravam na instituição escolar, seja na Educação Infantil ou na 1ª série do Ensino Fundamental. Isso garante oportunidades iguais de acesso e permanência na escola como aborda o primeiro princípio do ensino na LDB nº 9394/96 em seu artigo 3º: "I - igualdade de condições para o acesso e permanência na escola".

Amparado no PNE que ainda descreve sobre a inclusão de crianças de seis anos: "oferecer maiores oportunidades de aprendizagem no período da escolarização obrigatória e assegurar que, ingressando mais cedo no sistema de ensino, as crianças prossigam nos estudos, alcançando maior nível de escolaridade".

Crianças que ingressam na escola antes dos sete anos obtêm resultados superiores.  O SAEB realizado em 2003 demonstrou que crianças com histórico de experiência na pré-escola obtiveram maiores médias de proficiência em leitura.  

Comparando a essa realidade o desenvolvimento da leitura e escrita às crianças do 1º ano do ensino fundamental amplia o debate metodológico, considerado principal foco de discussão e preocupação entre alfabetizadores e gestores públicos.


2.1 ALFABETIZAÇÃO NO 1° ANO

O trabalho da linguagem e escrita desde a educação infantil é avaliado positivamente na obtenção de melhores resultados nas etapas posteriores da educação básica.

As crianças de seis anos no ensino fundamental iniciam a apropriação de uma série de conhecimento, dentre eles, o domínio da escrita alfabética e das práticas letradas de ler, compreender e produzir textos.

O ambiente escolar deve propiciar uma alfabetização letrada, como explica a professora Magda Soares (2000), "alfabetizar e letrar são duas ações distintas, mas não inseparáveis, ao contrário: o ideal seria alfabetizar letrando, ou seja, ensinar a ler e escrever no contexto das práticas sociais da leitura e escrita".

A curiosidade, o desejo e o interesse infantil desta faixa etária deve ser uma das artimanhas do educador para promover a leitura e escrita envolvendo situações significativas para as crianças, mas que aconteça a sistematização dos códigos alfabéticos em seus aspectos funcionais e textuais.


3. PRÁTICAS METODOLÓGICAS DE ALFABETIZAÇÃO NO 1º ANO

Em meio a essas discussões educacionais foram analisadas duas turmas do 1º ano da Escola Pólo do município de Estrela Velha-RS para averiguar como está acontecendo apropriação da língua escrita e quais os métodos utilizados pelas professoras alfabetizadoras.

Verificou-se que as alfabetizadoras seguem o método fônico adotado pelo município através do Programa Alfa e Beto. Ressalta-se que esse método fez parte das primeiras cartilhas brasileiras produzidas desde o final do século XIX de acordo com Mortatti (2006).

Conforme os conceitos desse Programa; alfabetizar é ensinar a descobrir e usar as regras do código alfabético para identificar palavras. O código alfabético permite transformar letras em sons e sons em letras. Defende que em condições normais de alfabetização o aluno aprende primeiro a decodificar e, progressivamente, torna automático o reconhecimento das palavras até se tornar um leitor fluente, ou seja, a decodificação não esgota o objetivo da alfabetização, que é compreender o que se lê. Primeiro o aluno precisa aprender a ler, para depois aprender a partir do que lê.

As alfabetizadoras explicam que por ser um aprendizado mecânico exige atenção e memorização, deixando as práticas sociais da leitura e escrita às séries posteriores quando superada essa etapa.

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