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6.2. Uma Visão Construtivista

Esse olhar sobre a educação infantil tem como principal idealizador Jean Piaget (1896-1980) que pode ser chamado de Psicogenética.

Nessa abordagem o conhecimento é gradualmente elaborado pela criança de acordo com seu estágio de desenvolvimento: sensório-motor (0 a 2 anos), pré-operacional (2 a 7 anos), operacional concreto (7 a 11 anos) e das operações formais (mais de 11 anos). O conhecimento vai sendo construido pelo sujeito em interação com o objeto de estudo, por isso a atividade mental é construída pelo aluno por meio de assimilação e acomodação.

O professor deve atuar como facilitador da aprendizagem. Ele deve elaborar atividades provocadoras, de caráter interdisciplinar e contextualizado, que façam o aluno pensar e progredir nos estágios de desenvolvimento. Sobretudo ele deve buscar encorajar sempre o aluno, aceitando iniciativas e estimulando sua autonomia. Pois como diz GOULART (2002) a educação deve possibilitar meios para que a criança alcance sua independência: "[...] a educação deve ser orientada para a autonomia [...] o nível mais evoluído do desenvolvimento moral e a interação com o adulto é muito significativa para que se possa atingi-lo plenamente [...]" (GOULART, 2002, p. 165-166).

Cabe ainda a ressalva do trabalho escolar a partir de projetos que se tornou moda no Brasil e perdeu seu real significa segundo teóricos do campo pedagógico.

A observação é um dos elementos fundamentais para avaliar os progressos das crianças. O professor deve, também, fazer uso sempre da observação para poder identificar o nível de aprendizagem em que o aluno se encontra. O erro é encarado como elemento identificador do nível de maturação das estruturas mentais do aluno, diferente da abordagem comportamentalista. O papel do aluno, na perspectiva construtivista é diferente, pois ele é um criador, um sujeito que questiona e que tem objetivos de aprender "o mundo", grifo nosso, a partir de sua relação com os objetos.

Essa corrente filosófica de ensino privilegia conceitos matemáticos, pois faz uso dos sistemas lógico-algébricos no seu tratamento da estrutura intelectual. Afirmando que, segundo Goulart, "conceitos matemáticos estão estreita e virtualmente ligados aos processos cognitivos das crianças." (2002, p. 160). Vimos um deslize da parte de Goulart, pois ela privilegia a Matemática, e sabe-se que cada área do conhecimento tem seu papel no desenvolvimento das operações cognitivas da criança. Reitera-se o exposto na introdução deste trabalho: enfatiza-se a colaboração que a Matemática presta às demais ciências, seja no ramo da Lógica, da Estatística, da Aritmética, da Geometria, da Álgebra, ela fornece meios para o passo seguinte que será tomado.

Matematicamente os estudos do pesquisador suíço são de suma importância para a aplicabilidade desta área do conhecimento. Servindo para muitos especialistas em educação infantil como sustentáculo no desenvolvimento das atividades.

Na relação sujeito-objeto está implícito a necessidade de uma matemática concreta, em que as crianças possam manusear objetos diversos, manipulá-los e depois construir conceitos a partir dessa relação. Não dar conceitos prontos. Sempre tentar a construção ou a comparação do construído com o existente e assim acomodá-lo na sua psique.

O aluno por ser uma pessoa livre para opinar, ele pode encontrar outros meios para resolver problemas, não se prendendo a caminhos e sim seguindo com coerência os conceitos matemáticos que ele já adquiriu. Outro ponto fundamental é o incentivo ao exercício de pensar. Com as situações-problemas nas quais o aluno é desafiado a ir além, ele pode exercitar a lógica, buscar alternativas, levantar hipóteses e chegar à inferência desejada. Podendo trazer essa prática para suas relações interpessoal e intrapessoal.

Professores que se nomeiam construtivistas utilizam materiais criativos, desafiadores que buscam o crescimento intelectual da criança. Esses instrumentos metodológicos de ensino propiciam atividades interdisciplinares, a prática da pesquisa, as sugestões de "aulas-passeio" de Freinet, a interferência de objetos para ajudar na assimilação dos conteúdos e uma variedade de elementos estimuladores à aprendizagem.  Atualmente são vários os livros didáticos que trabalham com essa linha de pensamento.

6.3. Uma Visão Sócio-Interacionista

Em seu livro, "As crianças aprendem o que vivenciam", Dorothy Law Nolte discorre com propriedade o poder da interação no desenvolvimento da criança, a necessidade que pais e outras pessoas que estão inseridas no convívio infantil, dêem possuir para as respostas que elas dão a qualquer situação. Isso porque o poder do exemplo é repassado historicamente ao ser humano. O aspecto cultural é fator influenciador para a formação do caráter da pessoa.

O principal ponto desta abordagem pedagógica é o elemento sócio-histórico. A educação é vista como processo social sistemático de construção da humanidade, porque todas as mudanças que ocorrem em cada um de nós têm sua raiz na sociedade e na cultura.

Com tudo isso podemos observar que existem fundamentos socialistas nesta corrente filosófica. Originária de Lev Vygotsky (1896-1934) que desenvolveu seus trabalhos e pesquisas num momento decisivo da história do povo russo: a consolidação da primeira república socialista  - a União Soviética. Leva como pano de fundo um caráter revolucionário.

Nessa visão a historicidade dos elementos é considerada importante para a construção do conhecimento, sendo desenvolvido pela interação entre a criança, o meio, o objeto a as pessoas. O processo é mais amplo e consistente, ele vai além da interdisciplinaridade e da contextualidade. O trabalho com pesquisa é bem enfatizado, pois possibilitará ao aluno ampliar seus horizontes não o deixando preso a uma única informação, pois ele é um ser historicamente construído e deve desenvolver hipóteses para estruturar seu raciocínio. Vygotsky cria a zona de desenvolvimento proximal, estágio em que a criança está aprendendo algo novo e desafiador, que ela ainda não domina completamente para chegar à sua independência, adquirir autonomia na realização de suas atividades.

Pode-se concluir que o estado de desenvolvimento mental de uma criança só pode ser determinado se forem revelados seus dois níveis: o nível de desenvolvimento real e a zona de desenvolvimento proximal... (GOULART, 2002, p.174) 

A atuação mediadora do adulto tem fator essencial no progresso da criança. Ele afirma que todo aprendizado é necessariamente mediado, tornando assim o papel do ensino e do professor mais ativo e determinante. O mestre deve sempre elaborar situações de conflitos cognitivos, os quais propiciarão aprendizagens significativas que ampliem o universo do aluno a partir do estímulo que a criança receberá. Essas mesmas atividades propostas podem surgir de temas geradores, centradas em projetos e resolução de problemas que venham das necessidades e interesses dos alunos. O professor deve buscar o trabalho em grupo, deixando os discentes discutirem, argumentarem, buscarem suas próprias opiniões e chegarem ao consenso; pois eles irão construir o conhecimento, tornando-se construtores da sua própria história. O aprendiz será um ser pensante. Em Oliveira (2002, p.128) "[...] Vygotsky afirma que toda função psicológica superior manifesta-se, primeiro, em uma situação interpessoal e depois em uma situação intrapessoal".

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