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Pode-se não estar de acordo com a responsabilidade excessiva das escolas no processo educacional dos alunos, pois parte dessa mesma responsabilidade deveria ser assumida pelas famílias. Como a responsabilidade sobra praticamente por inteiro à escola, esta passa a não ter condições, em razão disso, de executar seu devido papel quanto ao que realmente é preciso, como, por exemplo, transmitir o conhecimento e subsidiar os educandos em suas necessidades de aprendizagem.

Conforme José e Coelho (2008, p. 206-207):

A escola é responsável pela avaliação informal da criança quando anota seus aspectos de saúde física e mental, de desenvolvimento intelectivo, social, os dados familiares, as doenças, as dificuldades nos diversos componentes curriculares, etc. É responsável também pela avaliação formal, realizada por exames médicos, dentários, psicológicos e fonoaudiológicos, testes de visão e audição, e pela observação sistemática dos órgãos de assistência à saúde do escolar.

Quando se fala em inclusão escolar, mais especificamente em adaptação de alunos com necessidades especiais em classes comuns, é preciso ter em mente que, devido a essa imensidão de responsabilidade que foi "jogada" para a escola, ela não consegue dar conta do atendimento a esses alunos e é então que se dá a situação de exclusão, onde o aluno percebe que não recebe o atendimento necessário, não produz o que poderia e por si só se esquiva do processo.

Talvez um início de solução para essa grande problemática seja, além da formação efetiva dos profissionais da educação, o discernimento do real papel da instituição escolar, pois, como afirmam Coll, Marchesi, Palacios e cols. (apud TAMARIT, 2004, p. 255-256), "[...] o conceito, a própria consideração das pessoas, muda conforme o momento e a cultura, conforme o contexto sociocultural. Os "profundos" [os gravemente afetados por determinada(s) deficiência(s)] de 20 anos atrás são os "preparados" de hoje nas escolas específicas de educação especial; contudo, as pessoas continuam sendo as mesmas".

Nesse aspecto, para os autores, a escola deve ser uma organização caracterizada pela qualidade e pela melhoria contínua. Deve-se lutar para que sua ação tenha uma repercussão real, o impacto certo, sobre a qualidade de vida de seus alunos.

As salas de aula devem ser mais do que apenas quatro paredes, devem ser o ambiente de aprendizagem em todos os sentidos, devem ser o espaço de educação e de reabilitação de alunos com necessidades especiais.

A educação escolar tem o objetivo de transmitir os conhecimentos científicos e culturais aos alunos, sem nenhum tipo de desigualdade ou de discriminação, respeitando as necessidades e os limites de cada um.

Existem necessidades educativas comuns, compartilhadas por todos os alunos, relacionadas às aprendizagens essenciais para o seu desenvolvimento pessoal e sua socialização, que se expressam no currículo escolar. Nem todos os alunos, porém, enfrentam com a mesma bagagem e da mesma forma as aprendizagens estabelecidas nele, visto que têm capacidades, interesses, ritmos, motivações e experiências diferentes que medeiam seu processo de aprendizagem. O conceito de diversidade remete-nos ao fato de que todos os alunos têm necessidades educativas individuais próprias e específicas para ter acesso às experiências de aprendizagem necessárias à sua socialização [...]. Nem toda necessidade individual, porém, é especial. Algumas necessidades individuais podem ser atendidas pelo trabalho individual que o professor realiza na sala de aula: dar mais tempo ao aluno para a aprendizagem de determinados conteúdos, utilizar outras estratégias ou materiais educativos, planejar atividades complementares, etc. (COLL; MARCHESI; PALACIOS E COLs apud BLANCO, 2004, p. 290).

Caímos novamente na discussão a respeito da formação dos profissionais, pois um professor, para ter condições de dar suporte e apoio a um aluno com qualquer tipo de necessidade, seja ela especial ou não, precisa estar bem preparado e sem sobrecargas.

De acordo com Cool; Marchesi; Palacios e Cols. (apud BLANCO, 2004, p. 291), é característico do sistema escolar segregar os alunos, pois o sistema acomodou-se com um aluno "mediano", ou seja, nem superdotado, nem com muitas dificuldades de aprendizagem e de convivência. Essa segregação ocorre de forma tal que se criam "[...] grupos dentro da turma para os mais lentos e atrasados; classes especiais para atender os alunos com dificuldade de aprendizagem ou de conduta; ou enviando os alunos para escolas especiais". Desse modo, supõe-se que o problema nasce no aluno e está alheio ao sistema educacional, o que justificaria essas atitudes de criar grupos especiais, classes especiais, escolas especiais.

É preciso, porém, transformar o processo educacional, mudar a forma de avaliação (que é demasiadamente excludente), mudar as propostas, abrir-se à diversidade, criar novos currículos "mais abertos e flexíveis, que permitem responder ao duplo desafio da compreensibilidade e da diversidade", ajustando-se assim às realidades dos indivíduos e, consequentemente, da sociedade. "Essa diversidade significa romper com o esquema tradicional em que todas as crianças fazem a mesma coisa, na mesma hora, da mesma forma e com os mesmos materiais." (BLANCO, 2004, p. 291-293).

É necessário que haja interação e troca de experiências sem perder de vista as necessidades de cada um. É preciso arregaçar as mangas e mudar a situação. É, portanto,  fundamental preparar a escola para receber e atender os inclusos, porém não se pode permanecer nesse discurso sem fazer nada. O que permite inferir é que, antes de impor por decreto a inclusão, é relevante o preparo físico e principalmente da mão de obra.

Sabe-se, contudo, que não é fácil mudar, pois toda mudança causa certa insegurança que, nesse caso, afeta principalmente os educadores, que são os que estão mais expostos à situação. Blanco (2004) salienta que a decisão de transformação é um passo que deve ser iniciado pela escola em geral e não por um grupo isolado de professores, e após isso é necessário que toda a comunidade se envolva no processo.

A educação especial compreende os vários níveis de educação escolar, desde a educação infantil, o ensino fundamental, o médio e até o superior, incluindo também a educação de jovens e de adultos, a educação profissional e a indígena. "A política de inclusão de alunos que apresentam necessidades educacionais especiais na rede regular de ensino não consiste apenas na permanência física desses alunos junto aos demais educandos, mas apresenta a ousadia de rever concepções e paradigmas, bem como desenvolver o potencial dessas pessoas, respeitando suas diferenças e atendendo suas necessidades." (DIRETRIZES NACIONAIS PARA A EDUCAÇÃO ESPECIAL NA EDUCAÇÃO BÁSICA, 2001, p. 28).

Ainda de acordo com as Diretrizes (2001), a escola deve criar espaços exclusivos que atendam os alunos com necessidades educativas especiais. É por respeito e por valorização aos alunos que a escola deve dispor dessas medidas de responsabilidade, ou seja, de sua verdadeira função social. As Diretrizes fixam tal obrigação pelo fato de que não é o aluno quem precisa adaptar-se aos modelos da escola, e sim é esta que deve possibilitar àquele as condições devidas para um bom aproveitamento do processo.

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