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Aprendizagem Centrada na Pessoa: Contribuições do Professor Facilitador sob o Enfoque Rogeriano (página 5)
Na ACP, a avaliação não é feita pelo profissional da educação. Ela é apenas uma estratégia utilizada pelo docente para desenvolver a criticidade no aluno e a responsabilidade, por isso o aluno se autoavalia. Para que esta ação ocorra, o discente deverá refletir em todo processo percorrido durante o curso, analisando se foram atingidas as metas contidas no contrato de que ele é corresponsável e os objetivos de estudo. Ainda poderá analisar se o processo percorrido por ele foi o melhor ou poderia ter melhorado em algum aspecto para atingir sua aprendizagem.
A partir destes dados ele se avalia, podendo comparar seus resultados com os colegas de sala. Ao final, conversará com seu facilitador, este irá aceitar a nota que o aluno fez para si, mas se em algum aspecto achar a nota injusta fará com que este reflita mais um pouco sobre o ponto de vista que teve sobre determinado eixo, e se ao final o aluno ainda achar que seu esforço valeu aquela nota, esta será aceita pelo professor, porque faz parte de todo o processo de desenvolvimento de confiança no aluno.
Métodos que não se utilizam
O facilitador tem alguns desafios próprios a atingir, para que de fato consiga facilitar a aprendizagem. Não será fácil a princípio, pois o docente deverá desconstruir muitos de seus próprios conceitos do que é ensinar e aprender. Para que haja um clima facilitador e permita que o aluno seja livre, no entanto, com responsabilidades, o profissional da educação não fará críticas ou avaliações, não haverá aulas expositivas, lições para casa, nem temas de estudos direcionados pelo docente, exceto quando solicitado pelo educando.
5. RESULTADOS
Com este estudo foi possível verificarmos a importância do trabalho pedagógico para a aprendizagem dos alunos, visto que por meio de sua práxis, o educando poderá desenvolver sua autonomia, de maneira que haja autorrealização e aprendizado duradouro, assim o profissional da educação deve ser autentico, aceitando seu aluno como ele é, tendo confiança em sua capacidade de aprendizado e colocar-se no lugar de seu aluno, proporcionando condições favoráveis ao ensino-aprendizagem.
Também conhecemos algumas práticas pedagógicas que caracterizam o trabalho do professor facilitador da aprendizagem como a divisão em grupos, a orientação de pesquisa, a autoavaliação, entre outras. Também compreendemos que o docente é o responsável em prover os recursos para o pleno desenvolvimento do educando, retirando as barreiras que impedem a aprendizagem significativa do aluno, propondo desafios, dando liberdade, com responsabilidades, para que os educandos cresçam desenvolvendo seu potencial.
6. CONSIDERAÇÕES FINAIS
Com este trabalho notamos que Rogers aproveitou muito de sua vivência como terapeuta e soube transpô-la para a área da educação de forma dinâmica de modo a considerar positivamente os anseios dos educandos. Durante as pesquisas notamos sua preocupação com o relacionamento entre professor aluno, sendo que este afeta diretamente na aprendizagem do educando.
Rogers pensou num ambiente de facilitação, possibilitando a independência do aluno, o exercício da criatividade e da autoconfiança. Neste contexto a avaliação torna-se menos importante que o processo de aprendizado adquirido.
Aos leitores deste trabalho, esperamos ter oportunizado um momento de reflexão, tendo em vista a possibilidade de pensar primeiramente no aluno, em seu envolvimento no processo da aprendizagem, levando-os a um aprendizado mais durável.
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Como referenciar: "Aprendizagem Centrada na Pessoa: Contribuições do Professor Facilitador sob o Enfoque Rogeriano" em Só Pedagogia. Virtuous Tecnologia da Informação, 2008-2026. Consultado em 14/01/2026 às 03:27. Disponível na Internet em http://www.pedagogia.com.br/artigos/aprendizagem_centrada_na_pessoa/index.php?pagina=4































